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16 câmeras vigiam todas as partes da cadeia Guanabara. Foto: Gina Mardones

18 de dezembro de 2015

Zona rural de Restinga convive com onda de furtos de cavalos

Há cerca de dois meses, moradores da zona rural de Restinga têm ficado amedrontados com a onda de furtos de equinos que acomete a redondeza. De acordo com a Polícia Civil, neste período, pelo menos dez mulas e cavalos teriam sido levados – sendo alguns deles encontrados em Franca.

“Estamos investigando os casos. Alguns cavalos foram, inclusive, recuperados em uma propriedade localizada nos fundos da Vila São Sebastião”, disse o delegado da cidade Eduardo Bonfim. “Infelizmente, há algumas pessoas da cidade que estão chamando outras de fora para praticar o crime. Acreditamos que, provavelmente, esses animais estejam sendo vendidos.”

Ainda de acordo com o delegado, o dono da propriedade em que se encontravam os cavalos recuperados foi preso, mas por porte ilegal de armas. Agora, está sendo investigada sua possível participação no furto dos animais de Restinga.

A polícia suspeita que os responsáveis pelos crimes sejam remanescentes de um grupo desmantelado que, anteriormente, praticava furtos de outra natureza. “Entravam nas fazendas e levavam baterias, ferramentas e esses tipos de coisas. Acontece que a maioria desses criminosos foi presa e os que restaram migraram para o furto de cavalos e mulas”, disse Bonfim.

No fim de outubro, um sitiante, que pediu para não ser identificado, teve uma mula e um cavalo, avaliados em R$ 6 mil, levados na surdina. “O barracão (onde ficavam os animais) fica na baixada do terreno e eu moro na parte de cima. Cheguei a ouvir um reboliço, mas a distância é longa e não percebi que era roubo”, disse o sitiante. “Soubemos que eles estavam na ‘Vila Tião’ e fui com meus filhos até Franca para procurar, mas não achamos. Esses animais fazem muita falta porque me ajudavam na lida. Eu tinha duas mulinhas e o cavalo. Agora trabalho só com a que ficou. Além disso, a gente gostava muito deles, eram de estimação”, completou.

Segundo informações de um dos filhos do sitiante, é provável que os ladrões tenham tentado levar ainda algumas vacas da propriedade. “Achamos isso porque, segunda-feira de manhã, elas estavam presas no curral.” Para o dono dos animais, além do prejuízo, fica ainda a insegurança. “Trabalho há 30 anos nas fazendas e nunca tinham me roubado. A gente fica com medo de acontecer mais alguma coisa, mas o que eu posso fazer?” A família registrou um boletim de ocorrência.

Fonte: GNC

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