Entrevista com Henrique Plombon Pinheiro, cavaleiro convocado para Equipe de CCE do Brasil
Fonte: ABHIR


Etapa de Hipismo Rural em Iracemápolis/SP, Equipe Cargil. Ordem da foto: Artemus de Almeida, Ademir de Oliveira e eu...no fundo está o Feres com a camiseta da Purina

ABHIR: Como surgiu o interesse pelo esporte e pelos cavalos?
Henrique: Nasci em Rio Claro, comecei a montar na Hípica Municipal de Limeira aos 5 anos de idade, tenho duas irmãs que também montaram na infância e adolescência e que mais tarde tiveram outras escolhas esportivas na vida. Meu pai foi quem começou a frequentar a Hípica de Limeira em 1985 mais ou menos, comprou um cavalo e todos os finais de semana íamos para Limeira vê-lo montar.

Sempre que terminava de montar me colocava em cima para dar uma voltinha, mesmo que puxado...em 85 tinha 05 anos! Até que um dia o Ademir de Oliveira convenceu meu pai a me colocar na escolinha da Hípica, resultado: lá estava eu em Limeira duas vezes por semana...e assim surgiu o meu contato com os cavalos! Um agradecimento especial aqui a minha mãe, que foi quem me levou durante todos esses anos para praticar o esporte em outra cidade.

Depois de alguns anos começaram as aulas no Clube dos Cavaleiros Professor Victorino Machado em Rio Claro e começamos uma grande história nesta Hípica.

Montei dos 05 anos até os 22 anos, direto...o processo de aprendizado foi o mesmo do que o de hoje, aulas de escolinha duas vezes por semana durante um bom período, fazendo competições com os próprios cavalos da escolinha, depois vem o primeiro cavalo...e a coisa foi indo, as categorias maiores chegando, e assim outros cavalos vieram.

Entrei em 1997 na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, continuei montando durante mais alguns anos durante a faculdade mais não deu certo, faculdade integral em outra cidade, a dedicação não era a mesma e a categoria da época era muito forte para não se ter a dedicação e levar a sério, até que fui intimado pelo meu pai depois de um tombo feio em Lagoa Santa, na seletiva do Pan Americano para Winnipeg – Canadá a não ser mais piloto de prova, ir montar só em competição sem treinar sério, foi onde vi que não havia outra forma a não ser parar de montar.

Fiquei de 2000 até 2010 sem montar, preferi me afastar totalmente pois sabia que tinha que seguir a minha profissão e se quisesse voltar seria uma outra história.
Se alguém tiver interesse em saber do meu trabalho é só entrar no blog www.bioarquiteto.com.br e ver os projetos.

ABHIR: Já praticou Hipismo? Quando e onde? Quais modalidades?
Henrique: As duas primeiras perguntas já foram respondidas na pergunta anterior. Eu pratiquei todas as modalidades possíveis: rural, copa rédeas, salto, concurso completo de equitação, infelizmente não consegui participar de uma prova que era meu sonho de moleque que era a prova realizada no Guarujá, na praia da Enseada, tinha que ser maior de 16 anos acho...e quando completei essa idade a prova não existia mais.

O Hipismo Rural deveria ser o berço e parte essencial na equitação de qualquer pessoa, é como se fosse uma brincadeira de rua de antigamente, te dá traquejo para a vida.

O adestramento é a parte obrigatória, para se virar um tambor nos pé, ou um spinner, ou uma curva fechada para uma paralela 1.40 de altura, ou uma combinação de cross complicada onde dependendo de como se pula a entrada pode dar 03 lances ou pode ser que entra o 04 lance...ou seja, precisa ter o bicho nas mãos e para isso é o tal do adestramento que faz!

Saltar em si, pular o obstáculo é fácil, a tal da distância não existe ela aparece se o cavalo estiver equilibrado!

ABHIR: Qual animal mais te marcou?
Henrique: Todos eles, se não cita-los seria uma injustiça: Gigi Amorosa (quarto de milha), Arú,(anglo árabe), Altaneiro (meio árabe), Porecatú (meio árabe), Astro (anglo árabe), Ipê (anglo árabe), Candy (anglo árabe), esses todos fizeram parte da minha trajetória de 1985 até 2000, cada um no seu tempo.

O hipismo mudou muito nesse período em que fiquei parado, o esporte evoluiu, modernizou e os cavalos também....está sendo uma adaptação constante o retorno.
Hoje monto Land Quenote do Feroleto, Bo e a No Limite.

ABHIR: Ídolos?
Henrique: Hoje tenho a oportunidade de estar perto de um deles e a maior referência que tenho desde criança, o atual técnico da equipe brasileira de CCE, o Sir Mark Todd.

ABHIR: Um aprendizado que o hipismo trouxe?
Henrique: O aprendizado é que não se trata de uma chuteira no pé, uma raquete na mão ou uma bicicleta onde você pedala, estamos lidando com uma parceria diferente, que tem vida! O aprendizado é exatamente este, o hoje não foi igual ao ontem e que será totalmente diferente do amanhã!

ABHIR: O melhor e o pior deste esporte?
Henrique: O melhor é atingir a meta proposta, nem sempre vencer se faz necessário, este foi outro aprendizado que aprendi ainda mais quando estamos com cavalos mais novos, não tão experientes. O pior deste esporte é perder uma parte do conjunto, já que este esporte é um conjunto!

ABHIR: Qual seu objetivo dentro do esporte?
Henrique: O foco no momento está em correr atrás dos anos em que fiquei fora, por mais que digam que é igual a andar de bicicleta, mais as bicicletas de antigamente não tinham freio a disco ou tantas marchas assim como as de hoje, e assim são os cavalos e a própria modalidade, a coisa toda mudou, modernizou!

O objetivo é estar presente na equipe do próximo Pan-americano, que será em 2014, estar na equipe da Olimpíada de 2016, e estar totalmente preparado para conseguir junto com a equipe um resultado histórico para a modalidade.

ABHIR: Uma história interessante que viveu na Associação?
Henrique: Foram tantas, os anos são muitos, mais lembro uma vez em que era categoria mini mirim, estava montando o cavalo Arú, saímos em excursão com um ônibus fretado pela Abhir, a sede da Abhir era ainda no parque em São Paulo, o destino Rio de Janeiro, etapa do Brasileiro de Hipismo Rural, tudo perfeito, afinal de contas era a Cidade Maravilhosa!

Dia de prova, reconhecimento de pista, aquecimento, tudo em ordem. Libera a largada, fecho os olhos agora e escuto, Henrique Pinheiro montando Arú Rações Anhanguera (patrocínio da época) liberada a largada, saio ao galope passo pela fotocélula e 03 REFUGOSSSSSS no XIZINHO número 01...moral da história...sinceramente a procuro até hoje!!!!rssssss

ABHIR: Uma dica para quem está começando?
Henrique: Literalmente ralar o culote, ter um instrutor de confiança e um cavalo com potencial para chegar até onde deseja e praticar, praticar e praticar!

ABHIR: Defina com uma palavra a ABHIR
Henrique: Na verdade são 05 palavras: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CAVALEIROS DE HIPISMO RURAL, só tem essa!


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