Esclarecimentos referentes ao adiamento dos Campeonatos Americanos de Children, Pré-Júnior e Júnior e Sul Americano de Young Rider 2008
Informamos que em razão da ocorrência de um caso de Mormo na região Sudeste do País, já comunicado pelas autoridades Brasileiras a OIE, estamos adiando a realização do Campeonato Americano de Children, Pré-Júnior e Júnior e Sul Americano de Young Rider 2008.
Como tivemos um tempo muito limitado para agir, uma vez que, por razões logísticas, os inúmeros países envolvidos necessitavam de respostas urgentes e ainda não tínhamos todas as informações necessárias por parte do Ministério da Agricultura, não poderíamos garantir como e em que condições as autoridades sanitárias desses países aceitariam o regresso dos cavalos que para cá viriam.
Como não acreditamos em campeonatos continentais com cavalos emprestados e nem teríamos tempo hábil para conseguir o número de cavalos necessários para todos os cavaleiros, estaremos propondo na próxima assembléia Geral da FEI, a ser realizada na Argentina, no próximo mês de novembro, uma nova data e um novo formato para os Campeonatos Sul Americanos e Americanos.
A proposta consiste em realizar, em anos alternados, Campeonatos Americanos de Children, Pré-Júnior, e Júnior e Young Rider em Wellington, Flórida, EUA e Campeonatos Sul Americanos de Children, Pré-Júnior, e Júnior e Young Rider com sedes itinerantes.
Estaremos propondo ainda a realização dos Campeonatos Americanos de Children, Pré-Júnior e Júnior e Sul Americano de Young Rider 2008 no Brasil, em fevereiro ou março de 2009, mantidas as idades dos cavaleiros em 31 de Dezembro de 2008.
Data e local serão comunicados oportunamente. Informamos ainda que todos os conjuntos brasileiros que obtiveram suas vagas objetivas nos CBS e seletivas das categorias Children, Pré Juniores, Júnior e Young Rider têm assegurado as suas participações, com a condição de participarem de um evento preparatório antes dos Campeonatos. Caso algum conjunto nesta condição não possa participar, será substituído por critério subjetivo. Esperando estar atuando no melhor interesse de todos.
Atenciosamente,
Maurício Manfredi Presidente da CBH
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12/09/2008: Argentina fecha a fronteira do Brasil para ida e vinda de cavalos. Confira!!!
Esclarecimentos adicionais referente ao adiamento do Sul Americano e Americano para Mirins, Pre Juniores, Júniores e Young Riders
Entendemos a frustração de todos e de suas famílias e espero que vocês entendam que também é frustrante para nós na CBH, que estamos tentando contribuir para o desenvolvimento do esporte...
Atendendo a solicitações o comunicado do Presidente da CBH já fala em fevereiro ou março e não mais janeiro de 2009 para realização dos Campeonatos Sul Americano 2008. A data e o local definitivos só deverão ser divulgados após aprovação da proposta na Assembléia da FEI e da eleição do novo Presidente da CBH também em Novembro. Esclarece também a questão das categorias, que seriam mantidas como em 2008 e ainda quanto a escolha das equipes, cujo critério permanece inalterado. A questão da Venezuela no ano passado foi como esta de agora. Não se sabia com antecedência... Ninguém é irresponsável a este ponto, os Campeonatos Continentais são supervisionados pela FEI e não se cancelam sem motivos de força maior. Um pouco antes da realização do campeonato em Caracas surgiram novos casos de encefalomielite venezuelana e peste africana. Os cavalos daqui poderiam ir, mas para voltar para cá o Ministério da Agricultura exigiu uma quarentena de 90 dias em um país livre das enfermidades. Ou seja, os cavalos brasileiros que fossem saltar na Venezuela deveriam ir para outro país que não tivesse estas doenças, ficar lá por 90 dias e depois com exames negativos retornar ao Brasil. Foi uma resolução do Ministério da Agricultura do Brasil e foi devidamente explicado. E quase ninguém daqui quis ir! Simplesmente porque os cavalos não voltariam antes de 90 dias. Os que participaram moravam lá ou foram com cavalo alugado. No caso atual é exatamente igual. Surgiu aqui a menos de 30 dias do Campeonato um caso de Mormo próximo do local do evento, e que foi comunicado pelas autoridades sanitárias nacionais para a OIE. Existem vários países envolvidos que, devido a proximidade da realização do evento, precisavam de uma decisão imediata para organizar os tramites burocráticos e logísticos de suas respectivas delegações e a CBH também necessitava iniciar os investimentos para realização do Campeonato, comprometendo significativos recursos financeiros. Como a CBH não tinha uma posição clara do MA no Brasil e, sobretudo como não sabia e não sabe como a autoridade sanitária de cada país envolvido vai reagir, era impossível ir adiante. O problema do transito interno dos cavalos no Brasil está sendo solucionado, o que já se podia prever, até porque o Mormo existe em várias unidades da Federação, isto não é novidade. O problema é que como iria se realizar um Campeonato Internacional, as autoridades sanitárias dos demais países devem tomar a mesma atitude que o Ministério da Agricultura do Brasil tomou ano passado em relação à Venezuela: os cavalos podem vir ao Brasil, mas não podem voltar aos seus países de origem diretamente e sem uma extensa quarentena, o que inviabiliza a realização do evento internacional, pois ninguém ou a grande maioria não viria. Como não fomos a Venezuela... Quanto ao Athina, estão fazendo um esforço gigantesco para tentar manter o evento, até porque recursos financeiros expressivos já estavam comprometidos e serão prejuízo da organização caso o evento não aconteça.
O Comitê Organizador do evento está tentando aprovar com o MA um corredor sanitário (zona limpa = quarentena) para trazer os cavalos do exterior e permitir que eles voltem aos seus países. As autoridades sanitárias de cada país envolvido também têm que concordar... O principal problema a ser solucionado é que os cavalos vindos do exterior não podem ter contato direto com os cavalos brasileiros. Ou seja, para dar certo pode ser que não aconteça o CSN e os cavaleiros brasileiros que tem seus cavalos no Brasil não saltem a série internacional. Esta pode ser a única solução para o Athina, já que o evento é a final do Global Champions Tour e de qualquer forma não tem nenhum cavaleiro brasileiro com base principal de atividade no Brasil qualificado para a Final. É todo mundo do exterior mesmo... mas não era uma solução que servisse para o Sul Americano das crianças, por razões obvias. Esta questão sanitária é tão complicada que toda a parte eqüestre das olimpíadas foi realizada em Hong Kong e não em Pequim exatamente pelo fato da China continental ter doenças para as quais as autoridades sanitárias de diversos países exigem quarentena e exames no retorno dos animais.
Mesmo com os eventos eqüestres tendo sido tendo sido realizados no Jockey Club de Hong Kong, os cavalos das Olimpíadas não puderam ter contato direto com os cavalos locais alojados no Jockey Club e ficaram numa zona limpa (área quarentenária), o que permitiu o retorno ao país de origem sem maiores transtornos. E as olimpíadas foram organizadas com muito tempo e dinheiro... mesmo que a CBH tivesse tempo hábil e recursos financeiros não resolveria o problema do Sul Americano, pois os cavalos locais não poderiam competir.
P.S. Quaisquer questões adicionais são bem vindas, desde que devidamente identificadas. O canal direto com a CBH também está como sempre esteve, aberto.
Marcello Artiaga De Castro Diretor de Salto da CBH |