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Para o Simvet/RS, medida pode trazer riscos à sanidade do rebanho equino gaúcho após surtos em países vizinhos. Foto: Fagner Almeida/Divulgação

26 de agosto de 2018

Veterinários questionam prorrogação de instrução sobre Influenza Equina

Uma nova Instrução Normativa (IN 09/2018), da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, prorrogou por mais seis meses o prazo para a obrigatoriedade em todo o Estado de comprovação da vacina contra a Influenza Equina. A primeira IN previa para 26 de agosto a entrada obrigatória da vacina e extinção dos atestados de sanidade, que informam que os equinos não tem doença infecto-contagiosa há 30 dias, para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). O novo prazo agora é fevereiro de 2019. A medida pegou de surpresa os representantes do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS).

Conforme o diretor da entidade, João Junior, houve inicialmente uma decisão conjunta do corpo técnico da Secretaria da Agricultura e de entidades do setor equestre do Estado de que estes atestados não eram válidos e seria mais interessante para a sanidade do rebanho equino gaúcho a vacinação e extinção destes documentos. O dirigente informa que o Simvet/RS busca informações dos motivos que levaram o prazo a ser estendido. “Para nossa surpresa, tivemos a notícia desta Instrução Normativa que prorrogou o prazo. O Simvet/RS vem alertando há tempos para o risco que esta medida traz, pois na América do Sul ocorreram focos de Influenza Equina recentemente no Uruguai, na Argentina e no Chile, mostrando a proximidade do problema”, destaca.

Em abril, um surto de influenza equina em diversas regiões da Argentina deixou em alerta criadores e médicos veterinários no Brasil. A doença, considerada uma enfermidade viral de alta transmissão e forte impacto econômico para a atividade, é transmitida por contato direto entre os animais doentes e sadios. Entre os sintomas estão febre, calafrio, respiração acelerada, perda de apetite, entre outros. As perdas em consequência de mortes são pequenas, mas a doença pode trazer complicações como pneumonia, degeneração no coração e fígado, além de enterite.

Fonte: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

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