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A condução com um colar ao redor do pescoço do cavalo é uma forma de substituir as embocaduras - FOTO: DIVULGAÇÃO

28 de fevereiro de 2018

Verdade ou Mito – Equitação sem embocaduras visa o bem-estar dos cavalos

Pode causar estranheza em muitos que montam esportivamente ou passeiam a cavalo, a ideia que um animal desse porte possa ser conduzido sem cabeçada ou embocaduras — freio ou bridão — que são auxílios nem sempre bem utilizados pelo cavaleiro ou amazona. Pode machucar e muito a boca do cavalo. Para debater a questão, entre segunda e terça, aconteceu em Araçoiaba da Serra, no Haras Rio do Céu o 2º Bitless Day Brasil – Encontro Nacional dos Amigos dos Cavalos Sem Embocadura.

A modalidade tem como principal objetivo o bem-estar animal. De acordo com os organizadores do evento, o movimento internacional Bitless — do inglês, sem embocadura — procura mostrar que existe uma outra forma de condução e parceria com o cavalo. Como afirma Romeu-Sérgio Osório, o uso indiscriminado das embocaduras sem critério e conhecimento frequentemente causa traumas de diversos tipos nos cavalos, alguns deles com dores constantes, em especial no céu e cantos da boca.

“Ao sentir dor os cavalos tendem a fugir, escapar. Por sua vez o cavaleiro procura puxar ainda mais as rédeas/embocadura, criando um circulo vicioso de dores, traumas e sofrimento para o cavalo”, afirma. Segundo ele, a cultura do erro, transmitida de pais para filhos, ou pelas tradições de escolas de cavalaria, ou pior ainda, pelos filmes de cowboys, reforçam o erro como padrão, aceitável. E a dor como forma de controle.

Cavaleiros e amazonas estão obtendo bons resultados apenas com uma cabeçada (tipo um cabresto e rédeas). Outros já montam e praticam esporte apenas com um colar ao redor do pescoço do cavalo. As experiências mostram que a modalidade não é impossível. E, entre outras coisas, o encontro de hoje tem o objetivo de possibilitar que mulheres e homens de diversas idades troquem ideias sobre a maneira mais humana e eficiente de conduzir um cavalo, dentro da filosofia do bem-estar animal.

A programação conta com apresentações práticas de forma colaborativa com participação de iniciantes, profissionais e praticantes experientes das melhores metodologias para o bem-estar animal. As atividades, no sábado, começam às 8h e seguem até as 17h30. No domingo a programação começa também às 8h e se encerra às 13h.

O futuro na relação humano e cavalo ; Equitação sem embocadura (bitless); Do hipismo à equitação terapêutica sistêmica sem freios; Modelos de cabeçadas sem embocadura (bitless) e sua ações e Equitação sem rédeas e sem cabeçada (bridleless) utilizando colar (corda em contato com o pescoço do cavalo) assim como a Relevâncias clínicas sobre o uso das embocaduras serão alguns dos temas abordados.

Fonte: Da Redação – redacao@jcruzeiro.com.br

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