Por Fora
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22 de dezembro de 2016

Vaquejada em xeque

Depois das proibições da briga de galo e da farra do boi, o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com as vaquejadas em todo o País. A decisão ocorreu no início de outubro, depois que o STF julgou inconstitucional uma lei de 2013 que regulamenta a atividade no Estado do Ceará.

A Associação Brasileira de Vaquejadas organizou várias manifestações pelo País, principalmente no Nordeste, para mostrar que a atividade, praticada de forma legal, não leva sofrimento aos animais. A associação também alega que as vaquejadas ocorrem há mais de um século e fazem parte da cultura brasileira. A presidente do STF, Cármen Lúcia, reconhece que a vaquejada faz parte da cultura, mas considerou que impõe agressão e sofrimento aos animais.

Os melhores das rédeas

A Associação Nacional de Cavalo de Rédeas definiu, no mês passado, os melhores dessa modalidade no ciclo 2015/2016. Neste ano, o prêmio de melhor cavaleiro foi para Marcelo Almeida, de Ibiúna (SP). O prêmio de melhor animal foi divido por dois cavalos da raça quarto de milha: Country Style Tari, de José Guilherme de Resende Junior, de Abadiânia (GO), e Prettywhizprettygun, de Marcelo Vercesi Coelho, de Goiatuba (GO).

Histórias de uma criadora

A criadora de cavalos da raça mangalarga, Ruth Villela de Andrade, da estância Los Cardos, em Tietê (SP), lançou o livro “Minha Vida Com os Mestres Cavalos”, em Gramado (RS). A obra conta a sua história como uma das herdeiras dos pioneiros da seleção da raça no País. Entre um capítulo e outro, ela revela a importância do cavalo em sua infância e mostra como o animal pode ser um excelente mestre para a formação de líderes. O livro, publicado pela Chiado Editora, possui 250 páginas.

Mercado de bilhões

No mês passado, a Câmara de Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apresentou a “Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo”. Segundo o documento, a atividade movimenta R$ 16,2 bilhões anualmente, além de gerar 610 mil empregos diretos, 2,4 mil indiretos e três milhões de postos de trabalho em sua cadeia produtiva. A tropa nacional é de cerca de cinco milhões de animais, incluindo os destinados à lida, lazer e competição, além dos equinos de raça. O estudo revela ainda que, mesmo com as máquinas nas fazendas, o cavalo continua importante nas propriedades do País.

Cânter

No início do mês passado, tomou posse a nova diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulo, com sede em Pelotas (RS). Eduardo Móglia Suñe, da cabanha Quilero, de Bagé (RS), ganhou a eleição com uma diferença de 95 votos, do total de 1,5 mil votantes. Suñe era o vice-presidente de Núcleos na gestão anterior e vai presidir a entidade até 2018. Com um rebanho de 476 mil animais, no ano passado os leilões da raça movimentaram R$ 150 milhões.

Como será liderar a entidade, após essa eleição disputada?
Vamos ter dois anos de crise econômica e política pela frente e precisamos estar juntos para passarmos por esse período.

Haverá reflexo nos negócios?
Neste ano, as vendas já foram 15% menores na Expointer, a principal feira gaúcha. Não tenho dúvida de que o impacto nos próximos anos será ainda maior.

Quais são os planos para a expansão da raça?
Serão promovidas mais provas para mostrar que a raça é rústica e capaz de se adaptar a qualquer clima.

Alguma proposta da chapa que perdeu as eleições será aproveitada em sua gestão?
Sim, porque também a defendemos. Teremos uma nova categoria de associado, o sócio usuário para quem não é criador. Será para aqueles que praticam atividades com o cavalo crioulo. Hoje, há cerca de 60 mil usuários e queremos trazê-los para a entidade.

Fonte: Dinheiro rural

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