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Foto: Perigo/Divulgação

18 de dezembro de 2015

Tricampeão mundial de rodeio investe na criação de cavalos Crioulos

Quem nunca ouviu falar de Adriano Moraes desconhece um importante capítulo do esporte no Brasil. Esse nome carrega nada menos que a imponência de três títulos mundiais em rodeio pela Professional Bull Riders (PBR). Mesmo aposentado das competições há sete anos, Moraes mantém sua participação efetiva nesse cenário. É sócio-proprietário da PBR e se dedica ao cargo de diretor de Eventos da entidade. Além disso, ele agora assumiu um novo desafio: a responsabilidade de inserir o cavalo Crioulo nas arenas brasileiras.

Este gosto pelo cavalo Crioulo iniciou em 2014, após um convite para conhecer a raça. “Conheci o cavalo em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Foi uma introdução ao cavalo Crioulo em alto estilo, em um lugar maravilhoso que é a cabanha de Chico Bastos. Me apaixonei pelo Cafumango do Barulho. Comprei uma cota e estou muito satisfeito. Tudo que eu esperava nele, encontrei”, diz.

Desde a sua visita à propriedade gaúcha, seu encanto pelo cavalo Crioulo tem aumentado. No momento, sua propriedade conta com seis exemplares da raça. Quatro deles estão em sua fazenda em São Paulo e dois participando de disputas na modalidade laço em dupla.  Orgulhoso, o esportista conta sobre o desempenho dos animais com entusiasmo. Segundo ele, os exemplares estão lá há seis meses e nesse período já foram colocados em situações de trabalho difícil, como pegar um touro bravo que estava abandonado no pasto. “Fazia três anos e meio que eu não conseguia pegar, mas montado no Crioulo consegui. Eu lacei o touro e segurei. Dessa vez não tive problema. Ele pesou em torno de uns mil quilos. O lugar da pega também era muito difícil, com muitos espinhos e de visão limitada. Mas os cavalos não se intimidaram de forma alguma. Foram corajosos”, ressalta.

A cada dia que passa falta um a menos para que o cavalo Crioulo entre nas pistas da PBR Brasil. Conforme previsto por Moraes, a grande estreia da raça como peça primorosa para a execução do rodeio ocorrerá em março de 2016. Durante a realização da prova, os Crioulos vão desempenhar um importante papel para o sucesso do evento. Considerados na modalidade como um “instrumento de segurança”, eles ficarão incumbidos de conduzir os salva-vidas até a pista. Isso porque quando ocorre um acidente com algum competidor, a pessoa montada a cavalo – também chamada laçador – é responsável por laçar o touro, contê-lo e mantê-lo afastado do atleta para que ele possa ser atendido pela equipe médica.

Confiante no sucesso da raça dentro e fora das arenas da Professional Bull Riders, Adriano Moraes fala com segurança do futuro e da probabilidade de investir mais no cavalo. “Acredito que ele vai ficar por muito tempo na PBR. É uma raça muito boa, muito forte”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC);

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