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Marcio Jorge e Coronel MCJ no cross country (Luis)

18 de setembro de 2018

Time Brasil de Concurso Completo fecha sua participação na “Copa do Mundo” do cavalo

O clima foi um dos mais difíceis obstáculos enfrentados por amazonas e cavaleiros da modalidade Concurso Completo de Equitação nos Jogos Equestres Mundiais 2018 – que acontecem a cada quatro anos e começaram em 11/9 e seguem até 23/9 no Tryon International Equestrian Center, em Mill Spring, na Carolina do Norte, EUA. Dividido em três provas – Adestramento, Cross-country e Salto – as disputas do Concurso Completo de Equitação começaram na quinta-feira, 13, e terminaram nesta segunda-feira, 17.

Largaram na prova 83 conjuntos (cavalo/cavaleiro) de 23 países, mas 13 conjuntos não chegaram à prova final.
Nas duas primeiras fases da disputa, o calor atrapalhou o desempenho em especial dos cavalos na prova de Adestramento, dividida em dois dias, 13 e 14, e no Cross-country realizado no sábado, 15. O Salto, que estava agendado para o domingo, 16, foi transferido para esta segunda-feira, 17, devido as fortes chuvas decorrentes do furacão Florence.

Nas duas primeiras fases, o Time Brasil contou com cinco conjuntos: os olímpicos Marcelo Tosi montando Genfly Agromix, Márcio Carvalho Jorge com Coronel MCJ e Márcio Appel com Iberon JMen, Henrique Plombon Pinheiro/Land Quenotte do Feroleto e Nilson Moreira da Silva/ Magnums Martini.

No Adestramento, o melhor resultado foi de Márcio Carvalho Jorge (-29.4), seguido de Marcelo Tosi (-36.4), Márcio Appel e Henrique Pinheiro, empatados em – 37.9 e Nilson Moreira da Silva (- 41.4).

No Cross-country, uma queda levou à eliminação de Henrique / Land Quenotte do Feroleto, que competiu individualmente, na competição. Voltou a fazer o melhor resultado Márcio Jorge / Coronel MCJ com 9.6 pontos perdidos (pp), com pista zerada e penalização apenas por excesso de tempo. Tosi / Genfley finalizou a prova com 11.2 pontos perdidos, Márcio / Iberon JMen com 49.2 pp e Nilson / Magnums Martins fechou com 58,4 pp.

Com um atleta a menos na equipe (sem descarte), o Time Brasil apostava no Salto para melhorar o resultado, mas nenhum dos quatro conjuntos em pista zerou o percurso: Márcio Jorge cometeu duas faltas e perdeu 8 pontos; Tosi e Appel computaram 18 pp cada, e Nilson Silva, 20 pp.

Somados os resultados das três provas, Márcio Carvalho Jorge/Coronel MCJ foi o melhor resultado do Time Brasil com a 32ª colocação, totalizando – 47,0 pontos. Marcelo Tosi/Genfly Agromix em 53º lugar (-65.6); Márcio Appel/Iberon JMen em 68º (- 105.1) e Nilson Moreira da Silva/ Magnums Martini em 69º (-119.8). Participaram da disputa 82 conjuntos top mundiais. No cômputo geral das equipes, o Time Brasil ficou em 15º lugar, totalizando -217,7 pp.

O CCE brasileiro em Jogos Equestres Mundiais
Competindo nas oito edições dos Jogos Equestres Mundiais, o melhor resultado da equipe de CCE foi o 7º lugar registrado em 2014, na Normandia. Em Roma 1998 o Time Brasil ficou em 8º, em Kentucky 2010 em 12º lugar e em 2018 em Tryon em 15º.

Em outras duas edições o Brasil chegou como equipe, mas acabou disputando apenas no individual em razão da eliminação de competidores: em The Hague 1994, Guega Fofanoff/Fri Ribe Off (54º lugar) e Sgtº Tirço Porcina/Columbo (65º); e em Jerez de La Frontera 2002 apenas Vicente Araujo Neto/Tevere terminou o cross, ficando em 37º.

Em duas edições o país foi representado por um conjunto apenas: Estocolmo 1990 por Serguei (Guega) Fofanoff/Kaiser Éden (36º lugar) e em Aachen 2006 por Carlos Eduardo Paro/Political Mandate (40º).
O próximo grande desafio do Time Brasil de Concurso Completos é o Sul-Americano da CCE 2018 de 18 a 21/10 na Argentina. Já em 2019 os Jogos Pan-americanos no Peru são válidos como qualificativa olímpica. As primeiras equipes em Tryon já garantiram as vagas de seus países para Toquio 2020.

Fonte: CBH

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