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Marcelo Tosi, medalhista pan-americano, com Starbucks: melhor resultado do dia (CBH - Luis Ruas)

3 de agosto de 2019

Time Brasil de CCE tem boa atuação e vira em 3º lugar após o adestramento

Começou nessa sexta-feira, 2/8, a corrida pelo pódio do Concurso Completo de Equitação (CCE) – Adestramento, Cross Country e Salto – que segue até domingo, 4, valendo vaga olímpica para os países medalha de ouro e prata. Ao todo são 42 conjuntos: 10 equipes e dois concorrentes individuais. O Time Brasil largou bem e está na 3ª posição, apenas 85,9 pontos perdidos (pp) a apenas 4,5 do Canadá, 81,3 pp. Os EUA lideram, 76,4 pp.

O primeiro a largar foi Ruy Fonseca com Ballypatrick SRS, de apenas 8 anos, 68,18%, o que na contagem do CCE equivale a apenas 31,8 pp. O segundo no picadeiro foi Rafael Mamprin Losano com Fuiloda G, também de 10 anos, 67,05%, 33 pp. Marcelo Tosi com Starbucks, 9 anos, foi o 3º brasileiro em pista expressivos 74,02%, 26 pp, fechando na 3ª colocação na classificação individual do dia. Finalmente, Carlos Parro, o Cacá, apresentando Quaikin Qurious, 10, fechou com 71,89%, 28,1 pp. Todos os cavalos são relativamente jovens e iniciam um novo ciclo em Pan-americanos, Jogos Olímpicos e Mundiais.

Sem dúvida os maiores e decisivos desafios estão por vir: o cross country nesse sábado, 3, e o salto no domingo, 4, fechando o pódio das equipes e individual. Todos os quatro cavaleiros estão confiantes. “Meu cavalo tem apenas 8 anos e se comportou perfeitamente, falta um pouquinho de experiencia para gente explorar um pouco mais a reprise, mas foi dentro do previsto”, disse Ruy Fonseca, 46, cavaleiro de duas Olimpíadas e que está em seu quarto Pan computando um ouro, um bronze e uma prata por equipes, respectivamente em 1995, 2011 e 2015 e ainda um bronze individual em 2015. “Acho que o adestramento não vai ter tanto peso no resultado. O cross tem muitas curvas fechadas no início, os obstáculos vão aparecer meio rápido a gente precisa estar ligadão desde o começo, um pouco parecido como se fosse em Monaco na Fórmula 1.”

Marcelo como não poderia deixar de ser gostou do seu resultado. “Estou muito contente foi uma apresentação magnifica do meu cavalo Starbucks, meu e da Anna Ross (amazona inglesa de ponta no adestramento) que é a criadora, fez toda iniciação dele e nos ajudou a chegar aqui. Ele é fenomenal: não existe um bom cavaleiro sem um bom cavalo”, destacou Marcelo, 49, com experiência em três Olimpíadas e três Pans computando quatro medalhas por equipes: prata em 1999 e 2015 e bronze em 2006 e 2011.

Carlos, o Cacá, 40, que esteve quatro Jogos Olímpicos e em Pans integrou as equipes medalha de bronze em 2007 e prata em 2015, recém monta Quaiking Qurious. “Eu moro na Inglaterra e há três os meses os proprietários quando me pediram para começar a montá-la logo senti que podia ser um conjunto muito bom para o Brasil. Estou muito feliz com o resultado!”, destacou o cavaleiro. ”

No Pan 2015 já estávamos qualificados para Olimpíada, o que tira um pouco da pressão. Aqui a gente está novamente brigando por essa vaga olímpica e vamos buscar a medalha.”

Para Rafael, de apenas 21 anos, o objetivo também foi cumprido. “O adestramento sempre pode ser melhor. Mas estou contente, minha égua assustou um pouco com publico, então tive que manejar ela para deixá-la um pouco mais calma”, disse o jovem talento que no Pan de 2015 foi reserva. “Quando acabei o 3º colegial em 2015 fui para Inglaterra trabalhar com Mark Todd, medalhista olímpico neozelandês ícone da modalidade. “Estou super contente, espero representar o Brasil cada vez melhor.”

Agenda
3/8 Cross Country – 11 às 15h00 (fuso local) – 13 às 17h00 (BSB)
4/8 Salto – 10 às 14h30 (fuso local) – 12h00 às 16h30 (BSB)

Equipes
EUA – 76,4 pp
Canadá – 81,3 pp
Brasil – 85,9 pp
México – 105,8 pp
Chile – 111,1 pp
Argentina – 117,1 pp

Imprensa CBH

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