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A equoterapia auxilia na melhora de relacionamento e postura das crianças com deficiência. Foto: Cema Serra

16 de março de 2018

Terapia com cavalos vai beneficiar 40 famílias de crianças autistas na Serra

Um projeto de Equoterapia para crianças com deficiência intelectual ou múltipla vai beneficiar 40 famílias com crianças autistas, Serra. O projeto foi elaborado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município, em parceria com o Centro de Equoterapia Mestre Álvaro (Cema) e apoio do Fundo da Criança e do Adolescente, através da Lei de Incentivo Fiscal (que capta recursos para serem destinados a entidades ou projetos sociais). Durante um ano, eles farão terapia com cavalos, e serão filmados para observar melhora de relacionamento e também de postura. Tudo de forma gratuita.

O presidente da APAE Serra, Luciano Neves, explicou que o projeto já acontece em três associações do Estado. No caso da APAE Serra, eles viram a oportunidade através da Lei de Incentivos Fiscais, de serem contemplados pelo Fundo da Criança e Adolescente.

“Conseguimos com a empresa Águia Branca. Por conta própria seria muito caro. A Equoterapia trabalha tanto a questão motora como socioeducativa, com as famílias. É maravilhoso sermos contemplados com esse tipo de procedimento. Está sendo inovador”.

O projeto vai acontecer no Centro de Equoterapia Mestre Álvaro (CEMA), em Campinho da Serra II, que disponibilizou dois cavalos. Segundo o presidente, as crianças já tem contato a até montam os animais. A curto e longo prazo, ele destacou os benefícios da terapia para os usuários.

“Os cavalos parece que sentem que a pessoa tem uma deficiência. Eles pulam depois de soltos da baia, mas quando se aproximam da criança viram bebês. Parecem entender qual a função naquele momento. Muita gente pensa que a APAE trata pessoas com deficiência, e não é verdade. Damos oportunidades. Não vamos curar a doença, mas fornecer uma qualidade de vida melhor”.

Segundo Luciano Neves, uma seção de equoterapia equivale a 10 seções de fisioterapia. O comportamento muda, principalmente o dos autistas, que muitas vezes tem medo. A parceria de um ano vai oferecer 1,9 mil seções para famílias que foram sorteadas na APAE.

“Estipulamos 467 famílias, e fizemos os critérios para sortear 40. Foram 10 por turno. Todos foram chamados no auditório e eles mesmos sortearam. Os usuários passaram por uma avaliação medica para saber se poderiam fazer. As seções acontecem durante meia hora de seção, uma vez por semana”.

Entre outros critérios, a família não pode faltar para não perder a vaga. Segundo o presidente da APAE, a concessionaria ECO 101 está interessada no projeto e pode se tornar parceira para 2019. “Um dos cavalos que faz o atendimento que foi apreendido por eles. Estava solto na BR e foi doado. O projeto hoje traz para as famílias mais uma oportunidade e qualidade de vida para os usuários. É importante para nós podermos agregar nesse momento”, finalizou.

Lei do Incentivo Fiscal

A Consultora de Incentivos Fiscais, Gleidi Teixeira, explicou que lei que proporcionou a execução do projeto de equoterapia vem de um fundo municipal para a crianças e adolescentes. Apesar de ser federal, ela é gerida pelo município. Dessa forma, os empresários podem estar doando parte do Imposto de Renda no limite de 1%.

“Ele escolhe o projeto que quer aportar esse 1%. Hoje temos mais projetos. Vamos executar mais dois na Serra através do futebol e do judô, em bairros vulneráveis, onde muitas vezes a política pública não chega. O fundo repassa esse valor ao projeto, que entra na fase de execução, que é o que estaremos entregando a comunidade de Campinho da Serra.

Gleidi destacou que mais empresas devem ter a cultura de destinar parte do Imposto de Renda para projetos sociais. Ganha a empresa e também a comunidade. O critério é que a empresa tribute pelo lucro real. Tudo vai depender da atividade e faturamento e também que ela esteja pagando imposto. Pessoas físicas também podem estar doando até 3% para os projetos sociais. “Podem doar aquelas que declaram o Imposto de Renda Completo. Se elas fazem isso, podem estar destinando para o fundo”, explicou.

Fonte: ES Hoje

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