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Terapia com cavalos restabelece autoestima e confiança do participante

26 de dezembro de 2018

Terapia com cavalos é arma contra a depressão

As formas mais usuais de tratamento de um quadro depressivo são a psicoterapia, o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida. Outra grande aliada é a equoterapia, que pode ser feita em qualquer idade e auxilia terapeuticamente pessoas com problemas tanto motores quanto psicológicos. A recuperação se dá por meio do estímulo motor e afetivo, capaz de melhorar tanto a coordenação e o equilíbrio quanto o bem-estar, a memória e o humor e contribuir para a erradicação de pensamentos ruins – proporcionando autoestima e confiança para o praticante.

Segundo Letícia Junqueira, coordenadora de terapia com equinos no Jockey Club de São Paulo, o andar tridimensional do cavalo provoca deslocamentos no quadril do paciente – passando pela coluna e pela medula até atingir o sistema nervoso. “Em uma aula, o praticante recebe de 1.800 a 2.200 estímulos”, diz.

No tratamento da depressão, a superação possibilitada pela terapia é um grande benefício. “O cavalo é um animal de 500 quilos. Logo, montá-lo é um desafio capaz de melhorar a autoestima e empoderar o cavaleiro. Além de tudo, a atividade proporciona a liberação de substâncias que podem estabilizar a depressão, como endorfina, betaendorfina, serotonina e citocina – responsáveis pelo bem-estar, felicidade e amor.”

Para entender mais a fundo a necessidade do paciente, Letícia aplica ainda a Constelação com Cavalos, que é uma adaptação do método da Constelação Familiar – técnica de psicoterapia desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger em que o participante passa por um processo de autoconhecimento assistido. “O equino possui o chamado neurônio espelho. Durante a terapia, o animal consegue, por empatia, ler e espelhar a linguagem corporal do paciente. Assim, pode acessar e identificar com rapidez a questão a ser trabalhada. Existem até casos em que o animal chora durante a sessão.”

Durante o processo, os cavalos e os participantes dividem o mesmo ambiente. O profissional responsável pela condução da sessão levanta questões. As respostas corporais do indivíduo a essas perguntas são lidas e interpretadas pelos equinos que as reproduz em forma de pequenos gestos. Por fim, os comportamentos do animal são traduzidos pelo coach e chega-se ao diagnóstico do problema.

Como qualquer mudança de hábito e estilo de vida, a equoterapia pede rotina e frequência. Em casos de depressão, o indicado é realizar as sessões com curtos intervalos de tempo.

Fonte: Juliana Andrade/ Forbes

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