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Meredith Michaels-Beerbaum foi bronze no salto por equipes nos Jogos Rio-2016 (Getty Images)

21 de março de 2017

Seja na equitação ou na luta por direitos de atletas grávidas, Meredith Michaels-Beerbaum é uma pioneira

Nascida nos Estados Unidos e naturalizada alemã, Meredith Michaels-Beerbaum rompeu barreiras dentro do seu esporte, a equitação. Em 1990, quando ganhou seu primeiro Grand Prix, aos 21 anos, ela se apaixonou pelo esporte de tal forma que desistiu do curso de Ciências Sociais na prestigiada Princeton University. E desde então suas conquistas chegaram a uma dimensão que nem ela própria esperava.

A carreira nos EUA não durou muito. Pouco depois de ganhar o Grand Prix, ela viajou à Alemanha para passar os três meses de verão e acabou fixando residência por lá. Após casar-se com o também atleta de equitação Markus Beerbaum, em 1998 ela adotou a cidadania alemã. E no ano seguinte, já fez história: foi a primeira mulher a fazer parte de uma equipe alemã campeã de uma competição internacional de equitação, modalidade que possibilita equipes mistas.

Ser a primeira mulher a alcançar o topo do ranking mundial – por 24 semanas, não consecutivas – é outro de seus grandes feitos e motivo de muito orgulho. No entanto, foram conquistas individuais. Em 2009, o pioneirismo que marca sua carreira se estendeu a conquistas coletivas. Tudo por causa de uma gravidez.

Quando ficam grávidas, obviamente as mulheres perdem competições, consequentemente, deixam de pontuar no ranking mundial. Meredith Michaels-Beerbaum peitou a A Federação Equestre Internacional (FEI) para garantir direitos de mulheres grávidas na modalidade. A entidade aceitou o pedido da atleta e desde então atletas grávidas podem manter 50% dos seus pontos no ranking grávidas durante o período de gestação.

Fonte:  ESPN

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