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Processo consiste no cuidado com os cascos dos equídeos, que deve ser iniciado a partir dos dois meses de vida do animal

26 de julho de 2015

Saúde Animal >> Produtividade e bem estar dos eqüídeos aumenta com casqueamento

No final do mês passado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS (Senar/MS)  ofereceu o curso de ‘Casqueamento e Manutenção de Cascos de Equídeos’, em Campo Grande. O Casqueamento é o conjunto de cuidados com os cascos dos equídeos, que deve ser iniciado a partir dos dois meses de vida do animal. Trata-se da higienização, correção do desvio para desenvolvimento correto da locomoção e nivelamento com o solo.

Estes cuidados são fundamentais para atividades que envolvem lazer, esporte e trabalho. O casco é a base de sustentação do peso dos equídeos, interferindo na saúde e na locomoção dos animais. A manutenção deve ser feita em todo o grupo de equídeos, o qual inclui animais como cavalo, pônei, asno ou burro, e até mesmo selvagens, como as zebras. O procedimento em alguns casos leva apenas 20 minutos e proporciona aumento de até 30% na produtividade do animal, segundo o instrutor do Senar, Antônio Carlos Silva. Para habilitar produtores a realizar adequadamente este cuidado.

Para o instrutor, a prática proporciona maior expectativa de vida e fortalecimento da estrutura do animal. “A manutenção é simples e é recomendado que aconteça pelo menos a cada 30 dias em animais estabulados ou a campo”. Silva ressalta que esta prática está consolidada no campo.  “O casqueamento e manutenção de cascos é uma atividade necessária, presente em 90% do nosso meio rural”, destaca.

É importante que os equídeos tenham os cascos íntegros e saudáveis para locomoção e suas atividades. O médico veterinário da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do sul, Horácio Tinoco, menciona que um dos objetivos do casqueamento e manutenção dos cascos é preservar a sanidade do animal. “A prática é uma precaução a vários problemas, como por exemplo, o mau cheiro devido a podridão da ranilha – que é a parte inferior do casco – e lesões devido ao atrito com o solo”, afirma Tinoco.

O médico veterinário alerta que a falta desses cuidados causa outros malefícios ao animal. “Lesionado, o animal sente dor e desconforto. Fica mais lento e estressado, isso reflete diretamente no seu desempenho. Os produtores e trabalhadores rurais têm conhecimento deste hábito necessário, mas é importante realizar treinamentos para obter sempre melhores resultados”.

O curso Casqueamento e Manutenção de Cascos de Equídeos tem carga horária de 16 horas e até o final do mês terá capacitado 60 produtores e trabalhadores rurais em cinco municípios do Estado sobre noções básicas de casco, principais doenças, segurança no trabalho, técnicas de contenção do animal e ferramentas utilizadas durante os procedimentos.

Fonte: Capital News

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