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Foto: reprodução

25 de junho de 2017

Saúde Animal – Os desafios do programa nutricional para equinos

A obtenção do manejo nutricional de excelência é possível com uma minuciosa e individualizada avaliação em cada propriedade. Somente um profissional especializado em nutrição de equídeos está capacitado para prescrever um correto programa nutricional. Não há uma fórmula exclusiva para indicação das rações, volumosos e suplementos, mas observar os fatores determinantes ajudam a maximizar os acertos.

O cavalo é um animal herbívoro, logo o volumoso é o principal alimento da dieta. A verificação do tipo de capim, da quantidade e qualidade é essencial na escolha do programa nutricional.  É importante ressaltar que se a pastagem não for bem manejada, torna-se o principal entrave dos haras.

A criação de cavalos, os centros de treinamento e centrais de reprodução cresceram consideravelmente na última década, porém as áreas destinadas às pastagens não aumentaram na mesma proporção. Portanto, há deficiência de volumoso e com isto se faz necessário maior fornecimento de rações.

Outro ponto importante na avaliação é o manejo do haras e o perfil econômico do cliente. A indicação da dieta deve ser compatível com a estrutura física, mão de obra e o financeiro do local.  Treinar os colaboradores das propriedades e explicá-los a importância do trabalho de cada um contribui positivamente no resultado.

O profissional da área de nutrição deve buscar entender o negócio do cliente a fim de oferecer produtos compatíveis com o objetivo de cada criatório. Em alguns haras a receita provém da venda dos potros em leilões, nesse caso o manejo nutricional deve ser focado na boa criação dos potros. Já os centros de treinamentos incrementam a renda com competições e para que obtenha sucesso, é preciso balancear a dieta dos atletas. Esses ajustes da dieta não são estáticos e necessitam de visitas periódicas para executá-los de acordo com os desafios presentes.

A alimentação dos cavalos deve ser direcionada de acordo com a raça dos animais e a modalidade que praticam. Em regra, cavalos de explosão devem consumir uma dieta rica em carboidratos e os de resistência um trato rico em gordura. Potros, éguas no terço final de gestação e em lactação precisam consumir maior quantidade de proteína bruta. Mas alguns fatores como pastagem disponível, escore corporal, temperamento, intensidade do trabalho e até o peso do cavaleiro são determinantes na escolha da nutrição balanceada.

O médico veterinário ou o zootecnista, que trabalha na área de nutrição, precisa manter um estrito relacionamento com toda a equipe do haras e também com o médico veterinário clínico, responsável pelos animais. Ter o conhecimento de algumas afecções clínicas e a fisiopatologia das doenças direcionam o nutricionista para a dieta correta. Há patologias que estão diretamente relacionadas às deficiências nutricionais, já outras com a superalimentação. Somente o médico veterinário clínico tem estas informações para instruir o nutricionista na correta indicação das rações e volumosos. É fato que uma dieta balanceada diminui a incidência de diversas afecções, dentre elas, a mais comum e temida pelos criadores é a síndrome do abdômen agudo.

O resultado de um bom manejo nutricional pode não ser percebido ou mensurado imediatamente.  Para afirmar que um animal teve uma boa criação pode levar até 36 meses, quando se inicia a doma em algumas raças ou quando começam a campanha atlética em outras. Portanto, o equilíbrio entre a nutrição, colaboradores das propriedades e viabilidade econômica são fundamentais para parceiras de longo prazo. Estes fatos auxiliam o criador a avaliar os benefícios do bom manejo nutricional.

Fonte: Assessoria de Imprensa Guabi e N1

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