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Clostridium-tetani

7 de abril de 2015

O tétano é uma toxi-infecção altamente letal que atinge os mamíferos

Apresenta como agente etiológico a bactéria Clostridium tetani (ou Bacilo de Nicolaier), que mede em torno de 2,5 por 0,5 µm. A penetração do esporo dessa bactéria nas feridas ou solução de continuidade da pele leva a uma consequente multiplicação e síntese de uma potente neurotoxina (em condições de anaerobiose), conhecida como tetanopasmina.

Esta, por sua vez, atua no sistema nervoso central barrando a liberação de neurotransmissores inibitórios das fendas pré-sinápticas, especialmente a glicina, resultando na paralisia espástica. Esta bactéria é encontrada no ambiente, como no solo e fezes de animais, em todo o mundo.

Acomete diversas espécies de animais domésticos, mas os equinos são os mais susceptíveis (inclusive, mais do que o homem), seguidos dos ovinos, caprinos e bovinos. A infecção normalmente ocorre por meio de feridas acidentais ou cirúrgicas, que entram em contato com o esterco ou o solo. Os potros recém-nascidos estão sujeitos a infectar-se por via umbilical.

Nos bovinos, a doença pode se alojar por meio de feridas causadas da colocação de argola no focinho, da descorna, da castração e de traumatismos durante o parto. Já nos ovinos e caprinos, a instalação da doença se dá, principalmente, por meio da tosquia, marcações, caudectomia e castração, mas pode também ser conseqüente de uma metrite pós-parto.

Os sinais clínicos são similares em várias espécies de animais. Inicia-se por o aparecimento de rigidez muscular, acompanhada por tremores, trismo e prolapso de terceira pálpebra; juntamente observa-se expressão alerta com orelhas posicionadas eretas, retração das pálpebras, dilatação das narinas, leve timpanismo e hiperestesia. A evolução para o óbito ocorre devido à parada respiratória, sendo observadas lesões significativas na necropsia.

O diagnóstico é essencialmente feito por meio do exame clínico, histórico e quadro clínico apresentado pelo animal. Contudo, pode ser realizado o diagnóstico laboratorial feito por meio da demonstração da neurotoxina, esfregaço direto ou cultura anaeróbia de material proveniente da ferida e baço.

O tratamento visa banir o agente etiológico, neutralizar a ação das toxinas, controlar os espasmos musculares e realizar terapia suporte. Inicialmente administra-se soro antitetânico por via intravenosa, repetindo quando for preciso; a alimentação fornecida deve ser de fácil deglutição; o animal deve ser mantido em ambiente escuro, sossegado e isolado. Devem ser realizadas drenagem e higienização da lesão (ou das lesões) com água oxigenada, infiltração de Penicilina G ao redor da desta (intramuscular). Pode ser feito uso de fármacos relaxantes musculares.

A profilaxia do tétano é feita por meio da vacinação anual dos animais (em especial, equinos); utilização do soro antitetânico antes da realização de procedimentos cirúrgicos ou depois de ferimos que possam facilitar a infecção; evitar o contato de feridas profundas com o ambiente; tomar cuidado com a assepsia do instrumental cirúrgico e antissepsia das lesões; eliminar objetos pontiagudos do ambiente onde o animal vive.

Fontes: Débora Carvalho Meldau
http://www.saudeanimal.com.br/tetano.htm
http://www.saudeanimal.com.br/tetano2.htm
http://www.polivet-itapetininga.vet.br/obras/tetano.pdf
http://www.hospvetprincipal.pt/tetano.htm
http://www.veterinaria-nos-tropicos.org.br/volume10_2_3/74-78.pdf
http://www.revista.inf.br/veterinaria15/relatos/ANOIIIEDI15RC06.pdf
http://www.vallee.com.br/doencas.php/3/64
http://microbiology2009.wikispaces.com/Tetanus+-+Symptoms,+Causes+and+Treatments

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