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2 de janeiro de 2019

Saúde Animal – “Mal do Roda” – doença que afeta os equinos

Joaquim Rubens Arrais Rolim, agropecuarista do Sítio Cana Brava, em Missão Velha, quer mais informações sobre uma doença conhecida na região como “Mal do Roda”. O cavalo doente não come, fica doido e rodando.

Os sintomas relatados indicam uma enfermidade do sistema nervoso central. Uma vez que a história está revelando acometimento de diversos animais, é bem provável que o problema seja de origem tóxica (metais pesados, plantas, drogas, poluentes) ou infecciosa (bactérias, vírus, parasitas).

É extremamente necessária a avaliação local por médico veterinário que fará o exame clínico do animal, incluindo realização de exames laboratoriais complementares e necropsia.

A inspeção do meio ambiente é igualmente importante para identificação de fatores predisponentes e desencadeantes. Ressalte-se que em virtude da possibilidade de algumas dessas enfermidades poderem ser transmitidas ao homem e serem invariavelmente fatais (zoonoses, por exemplo: raiva), um diagnóstico preciso é necessário para providências profiláticas ou terapêuticas.

Neste caso, os equinos em geral são infectados por mordida de carnívoros infectados ou morcegos vetores do vírus. O “Mal do Roda” descrito na indagação é uma denominação de campo para a enfermidade conhecida como enfalomielite equina.

A confirmação precisa ser realizada por veterinário. É uma doença causada por um vírus, transmitida por mosquitos, e que provoca quadro neurológico em equinos e humanos que são hospedeiros acidentais.

Nos animais os sintomas neurológicos são mais visíveis, caracterizados por depressão, extremidades separadas, cabeça voltada ao solo e lábios flácidos, andar em círculos, inquietude, falta de coordenação motora.

O diagnóstico direto é feito por isolamento do vírus do cérebro de animais mortos. Muitas vezes é necessário sacrificar animal enfermo. O diagnóstico indireto é realizado por sorologia.

Pode fazer vacinação por vacinas bivalentes, aplicadas em duas doses intervaladas de 7 a 10 dias, com revacinação anual.

Fonte: José Mário Girão Abreu*

* Veterinário professor de clínica de grandes animais da Favet-Uece, com Mestrado e Doutorado na área de equinos

 

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