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Foto: Jennifer Kunz / The HSUS

20 de maio de 2016

Saúde Animal – Como minimizar o estresse em equinos?

Após a domesticação, o cavalo passou a ser utilizado em diversos segmentos, desde o trabalho em fazendas, policiamento, terapias (equoterapia), lazer e no esporte. Mas é preciso lembrar que o equino é um animal de hábitos. Um deles extremamente importante é manter sua liberdade. Por ter nascido na natureza, há uma necessidade física de pastejar a maior parte de seu tempo. O animal que não desfruta deste habit natural não dispõe de saúde mental e nem física.

É preciso respeitar estas particularidades, porque há outros fatores que, no dia a dia, podem desencadear estresse no animal como: relação homem-cavalo, ambiente, transporte, aglomerado de animais, competições, treinamento inadequado, alterações na alimentação, desmame, manejo incorreto, procedimentos cirúrgicos, entre outros.

O cortisol – considerado hormônio do estresse – está envolvido nos processos do metabolismo energético e, em respostas do corpo ante circunstâncias emergenciais, apresenta seus níveis séricos elevados. Com todo este cenário, o cavalo está propenso a desenvolver alterações fisiológicas, que interferem diretamente no aproveitamento dos nutrientes da dieta; nas respostas imunológicas; no desempenho atlético; e ainda podem ocasionar distúrbios digestivos graves, como: gastrite, diarreias e síndrome cólica.

Conhecendo o cavalo e os pontos críticos de sua criação e manejo, é imprescindível que algumas medidas sejam tomadas para contribuir com seu bem-estar (equilíbrio físico e mental) e alcançar o máximo de seu desempenho.

– Cumprir os horários estabelecidos para as refeições;

– Disponibilizar água limpa e fresca;

– Ofertar um volumoso de boa qualidade, maior quantidade de folhas e pouco talo;

– Fornecimento de concentrado (ração) de boa digestibilidade pré-cecal;

– Mineralização adequada para suprir as grandes perdas dos eletrólitos pelo suor;

– Treinamento adequado em intensidade e duração com o nível em que o cavalo se encontra;

– Condições satisfatórias de transporte;

– Evitar alterações bruscas em seu regime alimentar.

Fonte: LN Comunicação;

Por: Luzilene A. de Souza – Veterinária e Supervisora Técnica de Equinos no Nordeste, da Guabi

 

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