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19 de fevereiro de 2017

Saúde Animal – Arestins ou Dermatofilose nos Cavalos

O que é arestins?

É um problema dermatológico, de natureza bacteriológica, provocado pela bactéria Dermatophilus congolensis. O nome científico da doença é dermatofilose, no entanto é comumente conhecida como arestins.

Esta doença ataca a zona localizada na parte traseiras das quartelas, tanto dos membros anteriores, como dos posteriores.

É mais provável de se encontrar em animais com pele rosa e pêlo branco no local de ataque, mas não invalida que ataque qualquer cavalo que esteja sujeito às condições propícias à sua propagação e desenvolvimento.

Também os cavalos com os machinhos compridos e que, como tal, “prendem” a umidade na zona traseira da quartela, estão especialmente sujeitos a sofrerem com este problema.

É importante reter que este aparentemente “pequeno contratempo” pode, com o agravar da situação, levar a problemas graves, como claudicações, pelo que é de bom senso atacar logo de inicio, para não deixar lesões durante a sua estadia no hospedeiro.
Causas

Os arestins têm na umidade a maior causa da sua incidência e, aliando esta condição, a temperaturas médias a elevadas obtém-se a situação ideal para se desencadear o problema.

Para que esta bactéria se aloje, é necessário que encontre uma fissura na pele que lhe permita entrar e estar em contacto com camadas mais inferiores cutâneas.

Esta fissura pode acontecer, por exemplo, apontando um jacto de água às patas do cavalo, que projete pequenas pedras ou algo do gênero que provoque alguma lesão na pele, mesmo que microscópica. É o suficiente para as bactérias entrarem.

As más condições de higiene nos locais em que os cavalos se encontram, também podem ser um fator que ajude à multiplicação das colônias destas bactérias. Bem como uma exposição muito frequente a umidade, como muitos banhos.

O uso de materiais de animais infectados por esta bactéria, quando usados por outro, vai fazer com que a doença o contagie.

Sintomas

Os arestins, felizmente, dão muito nas vistas e são fáceis de detectar.

Inicialmente o cavalo começa a perder o pêlo no local infectado, passa a um vermelhão e, numa fase mais adiantada, forma crostas purulentas (com um aspecto mesmo mau, tipo lepra).

Podem causar muita comichão ao cavalo e, em casos mais gravosos, dores.

Cura

Como problema bacteriológico que é, e tendo a umidade como fator de infecção principal, o tratamento deste problema passa por matar o máximo de indivíduos das colônias possíveis e secar as mesmas.

Assim, começa por se lavar o local infectado com um produto antifúngico e bactericida, como o betadine, bem como com sabão azul.

Aproveita-se para tirar todo o pêlo da zona infectada, com uma lâmina de barbear e retirar também as crostas.

Após este procedimento, a pele deve ser totalmente seca, com toalhas e também se pode usar pó de talco. Mais tarde, quando estiver praticamente seco, há que aplicar antibióticos próprios de natureza antifungica e bactericida, bem como anti-inflamatório.

Para manter o local seco, pode usar-se também Halibut.

É de importância extrema manter os membros secos e limpos.

Em caso de trabalho, há que proteger o cavalo com ligaduras que impeçam o contacto com materiais exteriores, como terra de picadeiro.

Caso o animal esteja em liberdade, ou sem estar em trabalho, então é preferível deixar os locais afetados ao ar livre, seco e limpo.

Em casos mais graves, deverá ser aplicada medicação por via oral ou injetável, receitada pelo médico veterinário.

Caso o cavalo não tenha este problema mas pretenda aplicar medidas preventivas, pode aplicar parafina, ou uma solução gordurosa, nas quartelas.

Bibliografia: Arestins, por Dr. Henrique Cruz
Atenção: Este artigo é meramente informativo e não substitui a consulta no médico veterinário. O(A) autor(a) e o Mundo dos Animais não se responsabilizam pela utilização indevida destas informações.

Fonte: Mundo dos animais

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