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25 de abril de 2019

Saiba como fazer a aparação de cascos do seu cavalo

Antes de qualquer avaliação, o criador deve fazer uma boa limpeza no casco, retirando restos de fezes, cama ou qualquer outro tipo de sujeira. Aliás, essa limpeza deverá ser feita sempre que o animal venha de fora para as baias. A sujeira acumulada pode ocasionar podridão do casco com necrose de ranilha.

Em um cavalo bem aprumado, o ângulo da escápula, em relação a uma linha traçada paralela ao chão, é o mesmo que o da quartela. Sendo assim, quando o cavalo tem seus cascos aparados e ferrageados, de tal forma que o ângulo da escápula e o alinhamento dos ossos digitais (ou seja, dos pés) sejam iguais, ele apresenta o melhor de sua performance.

Para que o próprio criador possa fazer tal medição da angulação da escápula, o animal tem que estar com os quatro membros apoiados, ou seja, estação forçada. De preferência com os membros paralelos e a cabeça alinhada com a garupa. O dorso deve formar uma linha reta, vista de trás ou de frente.

Vamos às etapas do processo de ferrageamento: – Desferrar o pé; – Aparar o pé; – Escolher a ferradura; – Ajustar a ferradura; – Ensaiar a ferradura; – Acabar a ferradura; – Prender a ferradura (cravejar).

Muitos criadores utilizam o ferrageamento a frio, usando a marreta e batendo na ferradura até que ela tome a forma e o ajuste ideais. Mas, hoje em dia, já existem equipamentos como a bigorna portátil que resolve esse problema sem barulho e rapidamente. No processo com a marreta, raras vezes há perfeita coaptação do ferro ao casco, sendo necessário experimentar repetidas vezes, rebaixando o casco ou modificando a ferradura nos pontos em que seja preciso.

Quanto às vantagens de ferrageamento quente ou frio, são elas:

Ferrageamento a quente: a ferradura é mais bem preparada e pode, com mais facilidade, dar a forma exata do casco. A união da ferradura com a muralha do casco é mais perfeita, no entanto, expõe o animal a queimaduras da sola e a ação do calor pode endurecer muito a muralha do casco, tornando-a quebradiça.

Ferrageamento a frio: o aparelho pesa apenas 8 quilos, o que facilita ser levado de cá para lá. Além disso, não é necessário nenhum combustível, característica que barateia o processo. No entanto, o uso da bigorna portátil é mais apropriado para ferraduras de aço e alumínio, pois se mostrou pouco resistente ao ser utilizada em ferraduras de ferro.

Fonte: Portal Agropecuário

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