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A raiva em animais herbívoros é transmitida pelo morcego. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

11 de abril de 2015

Rondônia registra primeiro caso de raiva em cavalo de 2015

PORTO VELHO – O primeiro caso de raiva animal em herbívoros domésticos (bovino, equino, caprinos, bubalinos e ovino) foi registrado em Rondônia pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), em 2015. O cavalo infectado foi identificado em uma fazenda do município de Ariquemes.

‘‘Foram adotadas todas as medidas de segurança. A equipe da Idaron em Ariquemes está fazendo visita as propriedades rurais no raio de 12 km do local de foco’’, afirma o fiscal estadual agropecuário, o veterinário Ney Carlos Dias. Os animais encontrados na faixa serão obrigatoriamente vacinados. A Idaron também aproveita a visita para identificar se existe novos focos da doença e se está ocorrendo o ataque por morcegos, animal transmissor da doença.

O veterinário orienta os produtores rurais de Rondônia quanto o controle da raiva em herbívoros. ‘‘A primeira delas é estimular a notificação por parte dos produtores. O produtor quando encontra um animal suspeito, deve comunicar imediatamente a Idaron. Outra linha de controle é a vacinação, essa é a principal medida contra a raiva. A vacina é produzida no mercado local e é de baixo custo’’, disse.

Vacinação

O veterinário faz um apelo para que os produtores aproveitem a campanha contra a febre aftosa que será do dia 15 de abril a 15 de maio para também fazer a vacinação contra a raiva. ‘‘Nós nunca vamos conseguir erradicar a raiva porque faz parte da fauna, porém temos que executar ações de controle, para deixar em níveis baixos’’, afirma.

A vacina contra a raiva deve ser realizada uma vez ao ano ou em casos de animais que são vacinados pela primeira vez, o reforço deve ser feito em 30 dias. A vacinação contra raiva é obrigatória em duas situações. ‘‘Primeiro em caso de foco como o que ocorreu em Ariquemes e em caso de áreas de alto risco, por exemplo, nós temos um município de Rondônia, Costa Marques, com muitos casos de raiva em 2007 por isso a vacinação lá é obrigatória. Nos demais casos é voluntariamente, mas nós temos que estimular o produtor a vacinar, quanto mais vacinar, melhor’’, disse.

Desde 2000, já foram registrados uma média de 190 casos. ‘‘A raiva está presente em todo a América Latina e é transmitida pelo morcego hematófago, que é um animal que faz parte da nossa fauna e ao se alimentar do sangue do boi, do cavalo, do caprino, se o morcego tiver com o vírus vai transmitir a doença para esses animais’’, afirma.

O número de casos registrados em Rondônia nos últimos anos é considerado pequeno. ‘‘No ano passado foram quatro casos registrados, em 2013 tivemos nove focos. Tem estados que tem mais de 50 focos por ano, então podemos dizer que Rondônia tem números baixos de casos devido aos trabalhos de controle que nos executamos’’, avalia o veterinário.

Contaminação

O animal infectado começa a apresentar os sintomas da raiva em torno de três semanas.  E ao contrário da febre aftosa, não é altamente contagiosa. ‘‘O foco quanto acontece não causa prejuízo ao comércio de leite e carne do nosso Estado porque a raiva nos animais herbívoros é uma doença terminal, ela só dar naquele bovino e ele não sai transmitido para outros animais’’, afirma.

Para o homem, a contaminação pode ocorrer. ‘‘Pode acontecer acidentalmente, caso o homem tente manipular esse animal enfermo ele pode se contaminar. O animal em si não vai sair transmitindo a raiva para outros’’, observa. Os principais sintomas da raiva são: o animal começar a babar, falta de coordenação e paralisia traseira. ‘‘Se o produtor perceber que o animal está apresentando esses não toque nele, deixe isolado e procure a Idaron’’, orienta o veterinário. Segundo o veterinário, a raiva não tem tratamento, o homem e animal infectado vai a óbito.

Fonte: Portal Amazônia

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