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Dono de três medalhas, Rodrigo Pessoa deseja subir ao pódio no Rio

3 de abril de 2016

Rodrigo Pessoa é entrevistado pelo O Estado de S. Paulo

O cavaleiro Rodrigo Pessoa se encaminha para se tornar o atleta brasileiro com mais participações olímpicas. Em agosto, nos Jogos do Rio, ele chegará a sua sétima participação. Sua história nos Jogos Olímpicos começou em Barcelona-1992. À época, tinha apenas 19 anos e foi o competidor mais jovem das provas de hipismo. Dono de três medalhas, sendo uma delas de ouro, na prova individual de Atenas-2004, Pessoa não esconde o desejo de subiu ao pódio mais uma vez. Que atleta não sonha? Quem vive do esporte sonha em competir numa edição de Jogos Olímpicos dentro de casa, e poder conquistar uma medalha seria o auge dessa experiência incrível.

O que espera da sua sétima participação olímpica? E como você imagina que será competir no Brasil?

Quando estreei, em Barcelona-92, não imaginei chegar a sete Olimpíadas e muito menos sendo uma delas no Brasil. Então acho que será uma experiência muito marcante, não só para mim, mas para todos os atletas brasileiros. Competir em casa é sempre bom porque temos o apoio da torcida. A pressão e a cobrança fazem parte da nossa profissão.

Sonha em conquistar mais uma medalha, desta vez em casa?

Que atleta não sonha? Quem vive do esporte sonha em competir numa edição de Jogos Olímpicos dentro de casa, e poder conquistar uma medalha seria o auge dessa experiência incrível.

O que você considera fundamental para ter participado de tantas edições dos Jogos?

O hipismo é um esporte em que o principal atleta é o cavalo, o desgaste físico é do animal, então tem a vantagem de ser uma prática longeva para as pessoas. Mas primeiro de tudo é preciso ter muita determinação, disposição e dedicação. O atleta precisar estar sempre pronto para encarar desafios e também abrir mão de algumas coisas em nome da carreira. Mas no final, tudo sempre vale a pena.

Você às vezes para e reflete sobre sua história e importância no olimpismo brasileiro?

Não penso muito nisso. Claro que as conquistas que tive ao longo da minha carreira colocaram o Brasil em evidência no Hipismo mundial, principalmente depois dos títulos da Copa do Mundo e das três medalhas Olímpicas. Mas antes dessas conquistas, tivemos pioneiros do esporte no Brasil que abriram portas para centenas de cavaleiros e amazonas do país na Europa e nos EUA, como o Coronel Renyldo e o meu pai, Nelson Pessoa. Eles começaram a escrever essa nossa história.

Fonte: Marcio Dolzan – O Estado de S. Paulo

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