Por Fora
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26 de dezembro de 2017

Rodeios reúnem amigos e famílias e movimentam a economia no RS

Na Campanha Gaúcha, peão tem que ter habilidade no laço e ser bom na pontaria. A tradição do tiro de laço acabou virando competição cultural e esportiva em todo o estado. O desafio na pista é conseguir laçar o boi pelos dois chifres.

Leandro Reis é um campeão de rodeios. O pecuarista de 46 anos já faturou centenas de prêmios. “Tenho uns 500 troféus. O segredo do sucesso é um bom cavalo e dedicação, sorte e treino”, conta.

Hoje os rodeios reúnem cerca de 1,2 milhão de pessoas por ano no Rio Grande do Sul. São acampamentos gigantes ao ar livre, olhando de cima, parecem até pequenas cidades.

Os rodeios se tornaram tão populares no Rio Grande do Sul, que sempre tem evento em algum lugar. São 3,4 mil festas por ano, uma média impressionante de mais de 60 a cada fim de semana.

E se tem rodeio, a gauchada se muda de mala e cuia para os parques. O caminhão que virou motorhome tem ar condicionado, camas confortáveis, banheiro e cozinha. Mas outros nem ligam para o conforto, se ajeitam do jeito que dá. Até o reboque que transporta os cavalos vira dormitório.

Os peões usam garrafas de plástico para tocar o gado sem ferir os animais. As esporas não podem ser pontiagudas e o volume das caixas de som é controlado para não estressar os bichos. As normas são fruto de um acordo entre o Ministério Público e o Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Para formar os futuros laçadores são muitas horas de aprendizado. Antes de laçar bois de verdade, a gurizada treina em uma vaquinha de madeira.

As mulheres também marcam presença na arena. E não é na arquibancada, não. O time feminino é competitivo e faz bonito no laço.

Clique aqui e Veja o Programa de vídeo.

Fonte: GLOBO RURAL

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