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Rodolpho Riskalla e Warrene na disputa individual da classe III (Washington Alves/MPIX/CPB)

14 de setembro de 2016

Rio 2016: Rodolpho Riskalla termina em 10º lugar no individual de Hipismo dos Jogos Paralímpicos

O cavaleiro Rodolpho Riskalla iniciou sua jornada rumo aos Jogos Paralímpicos Rio 2016 em abril desde ano. E em cinco meses, conseguiu chegar entre os 10 melhores do mundo na classe III do Hipismo Paraequestre. Com Warenne, o paulista radicado na França alcançou nesta terça-feira (13/09) a pontuação de 68,366% na prova individual. O resultado garantiu ao brasileiro o décimo lugar.

“Eu adorei a minha prova hoje. Foi bem mais próxima do que a gente estava fazendo lá na Europa. Pra mim é supergratificante porque a gente vem trabalhando para isso, apesar do curto tempo com o cavalo. A ideia era apresentar essa pontuação, entre 68%, 70%. Então eu consegui chegar à meta, o que ajuda bastante a equipe, aumentei a minha nota em 2% e isso já é muito bom”, comemorou Rodolpho.

O pódio foi dominado pelas mulheres. A grande campeã foi a norueguesa Ann Cathrin Lubbe com Donatello e 72,878%. A medalha de prata ficou com o conjunto dinamarquês Susanne Sunesen / Que Faire com 72,171%. Louise Jakobsson / Zernard, da Suécia, conquistou o bronze com 70,341%.

Dando continuidade às finais individuais, amanhã (14/09) acontecem às provas das classes IV e Ib, essa última de Marcos Fernandes Alves, o Joca. Montando Vladimir, o brasileiro vai tentar buscar mais uma medalha em Jogos Paralímpicos. Ele já tem duas de bronze, conquistadas em Pequim 2008.

Entenda a competição

A competição durante os Jogos Paralímpicos incluem cinco classes – Ia, Ib, II, III e IV – e consiste em disputas por equipe, individual e individual estilo livre. As classes competem separadas, uma em cada prova. A disputa individual é a prova final por equipe e também determina as medalhas do campeonato individual de cada classe.

Para a disputa por equipe, cada país pode participar com três ou quatro conjuntos, sendo que pelo menos um deve ser da classe Ib ou da classe II e não mais do que dois da mesma classe. O resultado é definido pelo somatório do percentual de cada conjunto na prova por equipe e individual. Os três melhores resultados determinam a pontuação final do país e o vencedor é aquele que tiver mais pontos.

Participam da decisão do individual estilo livre os conjuntos classificados entre a terça parte superior de cada classe e que tenham alcançado a pontuação mínima de 58% na média das competições individual e por equipe. Cada conjunto deve realizar uma coreografia própria com música.

As competições de Hipismo Adestramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 contam com 29 países, sendo que 14 participam da disputa por equipes: Brasil, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Noruega, Cingapura e Estados Unidos. Estarão em jogos 33 medalhas reunindo todas as classes: 15 no individual, 15 no estilo livre e três por equipe.

As classes
Grau Ia – Cadeirantes com comprometimento severo dos quatro membros. Eles podem ser capazes de andar, mas normalmente com instabilidade por conta das dificuldades com o equilíbrio e estabilidade do tronco.

Grau Ib – Cavaleiros, principalmente usuários de cadeira de rodas, com falta de equilíbrio do tronco e comprometimento da função em todos os quatro membros, ou nenhum equilíbrio de tronco e boa função do membro superior ou equilíbrio de tronco moderado com insuficiência grave de todos os quatro membros.

Grau II – Nesta classe estão cadeirantes ou aqueles com comprometimento locomotor severo, mas têm boa ou leve função dos membros superiores, com comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Além de comprometimento unilateral severo.

Grau III – capazes de andar sem auxílio, mas que possuem comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Cegos totais de ambos os olhos também fazem parte desta classe e devem usar uma venda durante a competição.

Grau IV – Atletas que possuem um ou dois membros comprometidos ou com alguma deficiência visual.

Fonte: MktMix Assessoria de Comunicação

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