Por Fora
das Pistas

Notícias

Rodolpho Riskalla e Warrene no primeiro dia de provas (Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

12 de setembro de 2016

Rio 2016: Brasil estreia por equipe no Hipismo Adestramento dos Jogos Paralímpicos

O Brasil estreou neste domingo (11/09) na competição por equipes do Hipismo Adestramento nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Rodolpho Riskalla e Marcos Fernandes Alves, o Joca, foram os cavaleiros que representaram o país e juntos somaram 133,577%. Com o resultado parcial o Brasil é o sexto colocado por equipes, sendo que alguns países ainda não competiram e outros já tiveram três representantes.

O resultado gerou alívio para a equipe brasileira após os momentos apreensivos vividos da tarde de ontem até hoje de manhã. O cavalo de Rodolpho, Warenne, não foi aprovado na primeira inspeção veterinária. O suspense sobre a participação do conjunto acabou por volta das 8h da manhã desse domingo, horas antes da sua entrada, quando o animal foi liberado para os Jogos.

“Hoje não é o nosso melhor dia, eles entraram um pouco tensos por conta do que aconteceu com o cavalo do Rodolpho. Mas a gente sempre cresce no segundo dia, muito nas provas individuais também, e a nossa dupla amanhã, a Vera e o Sérgio, é muito forte e esperamos aumentar a nossa nota por equipe com eles”, disse Marcela Parsons, diretora de Adestramento Paraequestre da CBH.

Primeiro integrante da equipe do Brasil a entrar na pista, Rodolpho Riskalla, que compete no grau III, levantou a torcida com a sua apresentação na parte da manhã. Montando Warenne, o paulista alcançou a nota de 66,737%. Ao final da prova, o cavaleiro não escondeu a satisfação do resultado e pediu ainda mais animação para a torcida.

“É o máximo estar aqui, competir com todos os esses atletas, fazer parte desse superevento e estar em casa é uma emoção que não tem como descrever. Em geral eu gostei da minha prova, eu fui superestável, que é o que a gente procura ser sempre. Sendo um pouco crítico, faltou um pouco de brilhante porque está bem quente, hoje de manhã tiramos o cavalo para a inspeção. Então a gente saiu um pouco da rotina que temos normalmente em dia de prova. Mas eu gostei bastante do meu resultado”, disse Rodolpho Riskalla, de 31 anos.

O paulista é estreante em Jogos Paralímpicos e até o meio do ano passado ele estava buscando uma vaga na equipe Olímpica de Saltos. Em agosto de 2015 ele foi diagnosticado com meningite bacteriana e em outubro teve que amputar as duas tíbias, uma mão e parte dos dedos por conta da doença. Em novembro começou o processo de recuperação.

“A presença da minha mãe, da minha irmã e dos meus amigos foi fundamental para eu estar aqui hoje. Eles me deram a motivação e comecei a refletir que se eu estava tentando uma vaga no Olímpico, agora eu podia buscar no Paralímpico. Em março eu comecei a andar com a prótese e em abril, ainda morando no hospital, eu participei de uma seletiva. Depois participei de mais três provas e no começo de junho eu garanti a vaga”, conta Rodolpho, que mora em Paris.

O segundo cavaleiro a entrar na pista por equipes para o Brasil foi Marcos Fernandes Alves, com Vladimir, pela classe Ib. O conjunto teve a pontuação de 66,840%. Joca, que tem duas medalhas de bronze nos Jogos de Pequim-2008, está há apenas dois meses com cavalo e conta com a experiência para entrosar o conjunto nos próximos dias de competição.

Marcos Fernandes Alves e Vladimir em ação (Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

Marcos Fernandes Alves e Vladimir em ação (Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

“Ele tá muito bem, mas hoje passou um pouco do ponto. Talvez pelo público, ele ficou um pouco nervoso, ansioso, então várias vezes queria sair da minha mão e tomar a iniciativa que não era para tomar naquele momento da figura. E aí isso quebra um pouco o ritmo e prejudica um pouco as notas. Mas na segunda metade da reprise ele já fez muito bem e eu já tinha mais controle dele. Mas tiveram penalizações no começo e no final não consegui aumentar tanto a nota, mas para o primeiro dia foi bom”, contou Joca.

A competição durante os Jogos Paralímpicos incluem cinco classes – Ia, Ib, II, III e IV – e consiste em disputas por equipe, individual e individual estilo livre. As classes competem separadas, uma em cada prova. A disputa individual é a prova final por equipe e também determina as medalhas do campeonato individual de cada classe.

Para a disputa por equipe, cada país pode participar com três ou quatro conjuntos, sendo que pelo menos um deve ser da classe Ib ou da classe II e não mais do que dois da mesma classe. O resultado é definido pelo somatório do percentual de cada conjunto na prova por equipe e individual. Os três melhores resultados determinam a pontuação final do país e o vencedor é aquele que tiver mais pontos.

Participam da decisão do individual estilo livre os conjuntos classificados entre a terça parte superior de cada classe e que tenham alcançado a pontuação mínima de 58% na média das competições individual e por equipe. Cada conjunto deve realizar uma coreografia própria com música.

As competições de Hipismo Adestramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 contam com 29 países, sendo que 14 participam da disputa por equipes: Brasil, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Noruega, Cingapura e Estados Unidos. Estarão em jogos 33 medalhas reunindo todas as classes: 15 no individual, 15 no estilo livre e três por equipe. A Rio 2016 marca os 20 anos do Hipismo no movimento Paralímpico, que teve sua estreia em Atlanta-96.

Fonte: MktMix Assessoria de Comunicação

  • Compartilhe
  • <