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Presidente russo Vladimir Putin e um cavalo selvagem, dia 03/10/2016; Fonte: Alexei Druzhinin / Reuters

12 de outubro de 2016

Putin se camufla para libertar cavalos selvagens

Moscou – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conhecido por seu amor aos animais, voltou a vestir nesta segunda-feira sua roupa de camuflagem, desta vez para pôr em liberdade nas estepes uma dúzia de cavalos selvagens mongóis.

“Este é um caso único. No planeta já quase não existem, praticamente desapareceram”, disse Putin perante as câmeras de televisão em uma reserva natural na região de Orenburg, na fronteira com o Cazaquistão.

Putin foi o encarregado de atrair os cavalos com um cubo com grãos para que abandonassem a jaula na qual viviam em cativeiro e adentrassem sem medo na reserva.

Os especialistas temiam que os seis cavalos, em particular o líder do rebanho, fossem incapazes de vencer o medo, mas finalmente, após vários minutos de tensa espera, eles entraram em seu novo lar.

“Tenho a impressão, pelo comportamento dos cavalos, que, apesar de tudo, provavelmente o tenham aceitado. Sem mostrar nenhum medo, os animais se aproximaram muito (de Putin)”, disse Rafi Bakirov, diretor das reservas Orenburgski e Shaitan-Tau.

Putin, que já foi fotografado montando cavalos na Sibéria, reconheceu que não esperava que a diferença entre os exemplares domesticados e selvagens fosse tão “grande”, já que “há 35.000 anos tinham o mesmo antepassado”.

Os especialistas destacaram que este é o primeiro caso de soltura de cavalos selvagens mongóis, já que, desde que estes desapareceram de seu habitat tradicional nas estepes da Rússia e Ásia Central em 1969, só podem ser vistos nos zoológicos.

O chefe do Kremlin lembrou que este não é o único programa de recuperação de espécies selvagens, já que recentemente aconteceu o retorno ao Cáucaso russo de três exemplares de leopardo persa nascidos em cativeiro.

Desde que chegou ao Kremlin, Putin participou de várias expedições para a preservação da fauna russa, seja com tigres, leopardos, alces ou grous, aos quais inclusive “ensinou” a migrar em 2012 a bordo de uma asa-delta, sempre com ampla cobertura midiática.

Fonte: Revista Exame

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