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Cavalos vencedores das regionais chegam à nacional valendo até R$ 600 mil (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

24 de julho de 2015

Provas na Eapic valorizam cavalos e animais podem chegar a R$ 600 mil

Polo de criação e comercialização de cavalos mangalarga, São João da Boa Vista (SP) sediou até o último domingo (19) a 42ª edição da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial (Eapic), com provas que valorizam os animais no mercado. Neste ano, 130 equinos de 46 criadores participaram das disputas em 28 categorias e, segundo participantes, os vencedores podem chegar à exposição nacional valendo até R$ 600 mil.

“São João tem uma tradição na raça mangalarga. Teve vários criatórios, hoje está retomando essa criação, vários novos criadores estão se empenhando no desenvolvimento da raça”, disse Marcelo Bertoldo, coordenador de provas com equinos na Eapic.

Um dos centros de treinamento da cidade tem 50 cavalos. Criadores de vários Estados deixam os animais no local e Valdir Marques, após treinar os bichos, leva-os para exposições.

“Com os animais jovens, a gente começa com meia hora por dia e depois vai aumentando gradativamente, de acordo com o animal, com o que ele precisa de exercício, até 1h30”, explicou o treinador. “A concorrência é muito grande hoje, a competição está muito acirrada, então o mínimo detalhe tem que ser corrigido”.

O criador Eduardo Grespan tem um haras na Serra da Paulista, um dos cartões postais da cidade. Ele levou seis cavalos para a competição e ficou satisfeito. “É um fomento para a raça e São João da Boa Vista é uma exposição que é quase uma pré-nacional”.

Nas provas são avaliados a forma, o comportamento e os movimentos dos cavalos, montados pelos próprios avaliadores.

“Você tem as provas características, que são as provas de andamento, depois a gente vai analisar a morfologia, então é uma somatória de pontos de onde sai o melhor cavalo da exposição. Esses melhores cavalos geralmente são muito valorizados”, disse o juiz Marcelo Toledo.

“A pista serve para avaliar a qualidade do animal”, explicou Bertoldo. “E o slogan do mangalarga é ‘o cavalo de sela brasileiro’, é um cavalo que proporciona muito conforto para o cavaleiro, um rendimento de viagem muito bom”, elogiou, lembrando que a raça é adequada para cavalgadas e para a lida com o gado.

“Nós temos um calendário anual de provas regionais e depois nós temos uma final que é nacional, que neste ano vai ser em Londrina, no mês de setembro. Em todas essas exposições os animais vão pontuando conforme as classificações”, explicou Toledo. “Aí saem o melhor cavalo do ano e o melhor criador do ano e isso é o que todo criador busca”, completou.

Paixão
Apaixonado pelos cavalos da raça, o criador Pedro Luiz Suarez participa do evento pela primeira vez. “É consequência da paixão pelos cavalos, a intenção de divulgar ainda mais a raça mangalarga, que é a raça que eu escolhi para criar”.

Mas ele não é o único apaixonado. José Rodolfo Brandi acompanha as provas desde criança e também se encanta com os animais. “A gente começou a criação a gosto do meu pai e do meu tio, meu avô sempre incentivou, e continua a tradição passando de pai para filho”.

Fonte: Do G1 São Carlos e Araraquara

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