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Flávio De La Corte é professor da UFSM há mais de 20 anos Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

17 de julho de 2016

Professor da UFSM fará parte da equipe de veterinária no hipismo da Olimpíada

A ligação com o esporte e com os animais faz parte da vida do santa-mariense Flávio De La Corte, 51 anos, desde a infância. Daqui a menos de um mês, o professor de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) irá aliar as duas paixões no maior evento multiesportivo do planeta, a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Especialista em Medicina de Equinos e com doutorado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, De La Corte foi convidado, no final de março, a entrar no seleto grupo de profissionais que trabalharão com os cavalos, como veterinário de tratamento, na modalidade de hipismo.

— Aos 7 anos, fui para a fazenda de um tio. Lá, montei pela primeira vez. Decidi, naquela época, que queria lidar com animais — lembra De La Corte, que dá aulas na UFSM há 23 anos.

Reconhecido internacionalmente na área de tratamento de cavalos, com inúmeros artigos publicados em revistas da especialidade, De La Corte recebeu o convite diretamente da chefe do serviços de veterinária do Rio 2016, Juliana Freitas.

— É a consequência do trabalho que foi feito durante todos os anos. É uma forma de reconhecimento. Já que não fui como atleta, vou como veterinário — comentou De La Corte, que fez parte do time multicampeão de handebol da Adufsm entre os anos de 1978 e 1984, quando ainda era estudante.

A responsabilidade de De La Corte é enorme. Um cavalo de atleta olímpico chega a custar entre R$ 3 milhões e R$ 7,5 milhões. No entanto, ele explica que cada delegação tem o seu veterinário. Por isso, entre as suas atribuições já definidas nos Jogos, está a função de veterinário de pista nas provas de cross-country (incluída na modalidade de Concurso Completo de Equitação — CCE), a partir de 6 de agosto.

— Nessa prova, vou estar em um lugar específico do percurso. Tenho qualificação para trabalhar na linha de frente em questões emergenciais — explica.

O amor pelos animais e pelo esporte segue nas próximas gerações da família De La Corte. O caçula do casal Flávio e Cristina, João Pedro, de 11 anos, prefere o futebol. A filha mais velha, Laura, 14, pratica o hipismo e participa de competições representando o Colégio Militar de Santa Maria.

Como legado de sua participação na Olimpíada, o professor almeja, assim que retornar, espalhar ainda mais conhecimento aos seus alunos da UFSM.

Na torcida pelo conterrâneo

Santa Maria vive a expectativa de ter três atletas representando a cidade nos Jogos Olímpicos, que começam oficialmente em 5 de agosto, no Rio de Janeiro. Gilvan Ribeiro, na canoagem, e Maria Portela, no judô, garantiram suas vagas.

Já o cavaleiro Eduardo Menezes pode ter seu nome anunciado pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) na próxima segunda-feira como um dos representantes da seleção na modalidade de saltos. Apesar de não conhecer pessoalmente o cavaleiro, De La Corte está na torcida pelo conterrâneo:

— Se ele (Eduardo Menezes) estiver lá, vou tentar encontrá-lo. Como santa-mariense, torço muito pelos nossos representantes olímpicos — afirmou.

Durante a Olimpíada, De La Corte trabalhará diretamente no Centro Olímpico de Hipismo, na região de Deodoro, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. As provas de hipismo começam em 6 de agosto, com as provas de CCE, e vão até o dia 19 de agosto, dia da final individual de saltos.

Fonte: Pedro Pavan / pedro.pavan@diariosm.com.br – diariodesantamaria.

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