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Foto: arquivo reprodução

17 de janeiro de 2016

PM diz que cavalos roubados em Passos tem BH como destino

Autoridades de segurança de Passos receberam com surpresa a informação de um oficial da Polícia Militar de Belo Horizonte, divulgada no último final de semana, de que parte dos 5 mil cavalos furtados que trafegam na capital mineira são provenientes de municípios do interior, entre eles Passos.

O que pode ocorrer, algumas vezes, é que alguns furtos acabam não sendo registrados e sobre eles não existem estatísticas.

Os animais seriam revendidos a baixo custo para carroceiros, segundo o sargento Vítor Corleone, lotado no 49° Batalhão de Polícia Militar. Além de analisar boletins de ocorrência, o policial, que também é ambientalista, chegou a essa estimativa estudando as marcações distintas nos corpos dos animais, o que leva a crer que o símbolo do real proprietário é refeito pelos ladrões quando os equinos chegam à cidade grande.

Os cavalos que chegam à capital seriam furtados principalmente das cidades de Passos, no Sul de Minas; Divinópolis, no Centro-Oeste; Itabira, no Vale do Aço; e Juatuba e Nova Lima, na região metropolitana. Corleone explica que essas localidades são as preferidas pelos ladrões, devido ao acesso a Belo Horizonte e à falta de fiscalização.

“Em uma ocorrência clássica de roubo de cavalos em Nova Lima, os autores tentaram colocar os animais em um caminhão. Como não conseguiram, foram montados nos quatro cavalos até Belo Horizonte pela BR–040 e foram vistos trafegando no acostamento por vários motoristas”, disse.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), não é padrão abordar indivíduos que trafeguem montados em cavalos nas estradas. Ambas providenciam a retirada do animal se houver risco.

Deficiência

Na capital mineira, assim como na maioria dos municípios do Estado, a falta de fiscalização permeia as atividades dos carroceiros, desde a compra do animal. Segundo Corleone, há trabalhador que adquire um cavalo por R$ 600, enquanto o dono original gastou, no mínimo, R$ 3.000 para tê-lo com registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e nota fiscal. Além disso, segundo ele, existem muitos casos de maus-tratos, que já começam no momento de remarcação para não identificação da origem real do equino.

Na capital, se apreendido o animal é levado para o Centro de Controle de Zoonoses. E qualquer um que se apresente como dono pode retirá-lo, bastando, para isso, pagar alguns valores: taxas de expediente de R$ 2,30; de apreensão, R$ 52,98, e a diária, de R$ 39,81. O resgate do animal pode acontecer até cinco dias após a apreensão. Depois desse prazo, ele é encaminhado para instituições filantrópicas, que não foram discriminadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: ClicFolha

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