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Foto: oglobo

18 de agosto de 2016

“Pessoa passaria vergonha na Rio-2016”, detona Doda; Rodrigo rebate

O cavaleiro brasileiro Álvaro de Miranda Neto, o Doda, afirmou que o campeão olímpico Rodrigo Pessoa, que abriu mão de representar o Brasil como reserva da equipe de saltos do hipismo na Rio-2016, passaria vergonha se competisse nesta edição dos Jogos Olímpicos.

“A experiência do Rodrigo não fez falta, porque com o cavalo que ele tinha, iria fazer várias faltas nesta prova de hoje [quarta-feira]. Não tinha nenhuma condição, nenhuma, nenhuma. Ele ia passar vergonha aqui. Um cara como ele, que é um craque, se não tiver um cavalo à altura, derrubaria os obstáculos aqui. Sorte dele que o George Morris [técnico da equipe brasileiro] não o convocou”, disse Doda, na zona mista, após o Brasil terminar na quinta colocação por equipes no salto.

Rodrigo Pessoa, que estava no local comentando a prova para uma emissora francesa e chegou até a comemorar a conquista da medalha de ouro pelos atletas do país, rebateu as críticas feitas por Doda com ironia.

“Isso a gente nunca vai saber, porque não me deram a oportunidade de mostrar meu potencial. Não interessa, minha égua é isso, minha égua é aquilo… Ele está reagindo de cabeça quente hoje. Eu entendo a decepção deles, eu também estou decepcionado porque eu represento o Brasil, carrego essa casaca há 25 anos. Ninguém mais do que eu queria ver um bom sucesso da equipe hoje. Tem que botar todo esse comentário no contexto diferente, não vou entrar em polêmica dessa porque sou muito além disso aí”, contemporizou Pessoa.

Rodrigo Pessoa ainda destacou que o fato de a seleção competir com um atleta a menos, já que Stephan Barcha foi punido por uso excessivo de esporas no cavalo na fase classificatória, prejudicou a equipe.

“Tudo o que eu posso falar é que eles lutaram hoje e estavam diminuídos com um jogador a menos, e isso faz a diferença. Os Estados Unidos conseguiram, o Brasil poderia ter conseguido também, mas infelizmente não conseguiu. As equipes estavam todas com 4 (cavaleiros), as equipes que foram com três, tirando os Estados Unidos, ficaram para trás”, salientou.

Brasil termina em quinto e fica sem medalha no hipismo por equipe

O atleta ainda evitou entrar em polêmicas com Barcha, competidor que ficou com sua vaga após ter sido preterido pelo técnico da seleção. De acordo com Pessoa, a regra que resultou na desclassificação do brasileiro é rígida demais. No entanto, sobrou uma alfinetada no treinador da seleção, o norte-americano George Morris. Ele chegou a dizer que o estrangeiro “entrou como uma lenda e vai sair como uma lêndea” da Rio-2016.

“Não é um problema do Stephan, o problema todo é o risco que o técnico quis pagar. Claro que ele (Stephan) tinha boas performances, fez um primeiro dia bem, mas a dificuldade vai aumentando, a pressão vai aumentando, e infelizmente o que aconteceu ontem é uma regra que estão aplicando de maneira muito estricta. Infelizmente prejudicou nossa equipe”, declarou Pessoa.

Rodrigo havia sido convocado para ser reserva da equipe, mas, na véspera dos Jogos, abriu mão da convocação e apontou o técnico americano, George Morris como responsável por sua saída do time nacional. Morris, por sua vez, alegava que a égua montada por Pessoa não era competitiva o suficiente para integrar a seleção olímpica. Com isso, Felipe Amaral acabou herdando a vaga de reserva na equipe, enquanto Stephan Barcha foi escalado como titular.

Fonte: Daniel Brito e Juliana Alencar – Do UOL, no Rio de Janeiro

 

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