Por Fora
das Pistas

Hall da Fama

Pedro Muylaert na Europa; foto: divulgação

29 de abril de 2015

Pepê Muylaert fala com exclusividade com o nosso site. Confira!

PFDP: Quando começou a praticar o hipismo?
Desde muito pequeno acompanhei meu pai Alberto Muylaert nas competições e, quando tinha 6 anos comecei a ter aula na Sociedade Hípica Paulista.

PFDP: Já fez dentro do esporte outras modalidades? Comente.
Já fiz aulas de adestramento quando era menor. Acho que é muito importante para qualquer cavaleiro de salto conhecer e aperfeiçoar o trabalho de plano, para ter uma base melhor e conseguir um controle maior do cavalo.

PFDP: Participou das categorias de base? Alguma vitória inesquecível?
Sim, participei de todas as categorias de base e a vitória que mais me marcou foi o título de campeão americano de mirim em 99, no Equador. Eu tinha 12 anos e foi meu primeiro campeonato internacional, fora do pais e sair com o título eu realmente não esperava. Me marcou bastante.

PFDP: Acha que o esporte sofreu grandes alterações de dez anos para hoje? Comente se as mudanças foram positivas ou negativas.
Dez anos atrás eu ainda estava saltando as categorias de base, mas o que venho percebendo com o passar do tempo, principalmente acompanhando os grandes concursos da Europa e os grandes campeonatos, é que cada vez mais a qualidade dos cavalos vem melhorando e consequentemente os percursos vão ficando mais técnicos, exigentes e delicados. Acho isso muito positivo, pois estimula o esporte a ficar cada vez mais exigente, nos obrigando também a procurar melhorar nossos cavalos e nossa maneira de montar.

PFDP: Qual foi seu melhor cavalo até hoje? Por quê? Comente filiação e conquistas.
Tive muitos cavalos que me deram alegrias, cada um no seu tempo. O que me marcou mais até hoje foi o Ducati pela sua história e pelos títulos que me proporcionou.

Era um cavalo que tinha suas limitações mas com o tempo ganhou confiança e me deu muitos resultados. Com ele ganhei o grande prêmio internacional do haras Larissa em 2011, classifiquei em todos os GPs internacionais desse mesmo ano e fui campeão da liga sul americana para a final da copa do mundo.

No ano seguinte saltei a Copa do Mundo com ele na Holanda que foi uma experiência muito legal. Atualmente monto um cavalo no qual acredito muito e acho que pode se tornar também importante para minha carreira, que é o Colorado.

PFDP: Quando optou em seguir carreira no esporte? Teve algum grande ídolo ou um incentivador?
Acho que sempre, desde muito pequeno pensei em seguir carreira. Meu pai, por ser profissional, foi meu primeiro grande ídolo e forte inspiração a fazer o que ele fazia. Além dele, meu avô Junqueira também era um apaixonado pelo esporte, meus tios, meus amigos. Enfim sempre estive perto de pessoas ligadas ao esporte, o que foi um incentivo natural para eu seguir carreira.

Meu grande ídolo quando eu era menor que permanece até hoje é o Rodrigo Pessoa, acho que por tudo que ele representa para os brasileiros nesse esporte. Além é claro de dois amigos que se tornaram grandes cavaleiros que sempre me incentivaram muito e me ajudam sempre que preciso, Pedro Veniss e Cassio Rivetti.

PFDP: Qual a principal mudança que percebeu nos últimos tempos na elaboração dos percursos?
Como disse anteriormente, acho que os percursos estão ficando cada vez mais técnicos e exigentes. Os desenhadores procuram dificultar no traçado e no material que fica cada vez mais delicado.

PFDP: Se pudesse voltar no tempo, qual concurso você traria para a atualidade? Por quê?
Se eu pudesse traria para a atualidade um circuito que é recente, mas deixou de fazer parte do nosso calendário, que é o Serra e Mar no Rio de Janeiro. Eram 3 ou 4 concursos na Serra, no Rio e em Angra que nos recebiam muito bem, os lugares eram maravilhosos, estruturas melhores ainda e uma premiação muito boa, além de todo charme e capricho com que eram realizados.

PFDP: Onde monta atualmente?
Monto na Hípica Paulista, no Clube de Campo e no Haras Premiere.

PFDP: Qual é a sua rotina de treinos?
Monto todos os dias das 7:30 até umas 6 horas da tarde. Os cavalos de alunos procuro saltar um pouco mais quando monto, mas os cavalos que uso nas competições procuro trabalhar bastante no plano, deixar bastante em forma e não saltar muito no dia a dia, pois estão quase sempre nos concursos.

PFDP: Qual a é sua programação para o ano em curso?
Vou procurar saltar todos os concursos aqui no Brasil, mas meu foco maior é o circuito brasileiro de sênior top que reúne os melhores GPs do ano.

PFDP: Qual é a principal meta a ser cumprida?
A minha principal meta é sempre melhorar como cavaleiro, procurar montar em cavalos cada vez melhores para conseguir bons resultados e um dia poder chegar perto de disputar algum campeonato importante pela equipe do Brasil.

PFDP: Conta com quais cavalos para as provas fortes da temporada?
Conto com o Colorado, meu principal cavalo para esta temporada. Além dele também tenho o Celebration e alguns outros de alunos que as vezes posso “roubar”.

PFDP: Se pudesse montar qualquer cavalo do mundo, qual seria? Comente!
Tem muitos…acho que para citar um só seria o Palloubet d’Halong. Talvez por ter assistido recentemente ele ser segundo lugar no Global Tour de Miami com uma facilidade incrível.

PFDP: Para encerra, conte-nos alguma vitória/prova que foi inesquecível!
Acho que uma inesquecível foi o grande prêmio internacional do Rio de Janeiro em 2008. Um GP bem importante e tradicional para nós aqui no Brasil, eu estava na dúvida se competiria ou não, pois meu cavalo Vidou era especialista nas provas de 1,40 mas nunca havia sido testado em GPs 1,50. Resolvi meio de ultima hora entrar e sai com a vitória que não era esperada. Foi um dia muito feliz.

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