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Na 'mala de louco', vence a dupla que completar o circuito em menor tempo (Foto: Érico Andrade/G1)

26 de agosto de 2016

Peões de lingerie e fantasias divertem fãs em rodeio ‘de louco’ em Barretos

Fantasiados, dois peões entram na arena. O que está a cavalo, de top bordado, dispara em direção ao tambor, do outro lado do estádio. Ali, o segundo competidor, vestido de joaninha, segura a sela e tenta subir na garupa do animal em movimento, mas escorrega e acaba de cara na areia.

A dupla arranca gargalhadas do público e é ovacionada, mesmo desclassificada. Essa é a intenção da “mala de louco”, uma modalidade de rodeio ainda pouco difundida no país, em que a diversão vale muito mais do que a premiação.

Tradicional em eventos como a ExpoLondrina, no Paraná, a prova de rodeio foi realizada pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos (SP) desse ano. Por mais que o peão se esforce para montar o cavalo, o que agrada mesmo o público são tombos de levantar poeira, tentativas incrivelmente desajeitadas para subir no cavalo em movimento e claro, o figurino.

A aceitação dos festeiros deve garantir a permanência nas próximas edições.

“É uma prova que leva alegria para o público e nós, competidores, nos divertimos também. A gente já entra na arena com um espírito diferente, é muito prazeroso”, diz a peoa paranaense Renata Carmona, de 31 anos, vencedora da modalidade em Barretos, ao lado do marido, Leonidas Filho.

Fantasiados de índio, os dois mostraram que têm entrosamento e se destacaram entre as sete duplas inscritas na competição, realizada no primeiro fim de semana da festa. O casal fez a menor média de tempo nas duas corridas. Levou o título e a fivela de campeões.

A prova
Na “mala de louco”, um dos peões monta o cavalo, enquanto o parceiro espera próximo ao tambor, a 60 metros da linha de largada. Quando o animal contorna o obstáculo, em velocidade, o peão deve subir na garupa. Vence a dupla que retorna à linha de chegada em menor tempo.

“Como é uma prova cronometrada, não perder tempo é o grande desafio. É preciso habilidade e agilidade na hora de montar. O cavalo não pode parar, o competidor precisa pegar o cavalo em movimento, então é muito difícil”, diz Leonidas Filho, de 41 anos.

O nome da modalidade nasceu de uma gíria comum nas arenas de rodeio. Entre os peões, “mala de louco” é aquele que não tem estilo, se veste mal, mas consegue parar no touro, durante os oito segundos de montaria.

Renata afirma que o animal tem que ser treinado e preparado para a prova, mas destaca que, apesar das técnicas, o mais importante é divertir o público. Mesmo porque, a “mala de louco” ainda não é uma modalidade oficial no rodeio brasileiro.

“O público gosta e interage. Existem provas que as pessoas não entendem. Nem todo mundo entende as regras do rodeio. Como essa modalidade é bem simples, e os competidores vão fantasiados, o público gosta muito. É o maior sucesso”, diz.

Fonte: G1

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