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Hall da Fama

Paulo Sergio Mateo Santana no WEF - Winter Equestrian Festival. Foto: Ingrid S.

20 de maio de 2015

Paulo Sérgio Santana conversa com o PFDP. Confira!

Nome completo: Paulo Sérgio Mateo Santana Filho
Idade: 40
Local nascimento: Salvador / Bahia
Signo: Touro
Time do coração: São Paulo  (óbvio )
Hobby: Tiro com rifle longa distância ( alvos inanimados , risos)
Música: Serenata ” franz schubert ”  ( bem velha hahaha )
Livro: “Torturas psicológicas da cia ” adoro livros de conspiração internacional
Comida preferida: Camarão alho e óleo
Frase: Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você


PFDP: Quais foram os principais títulos e as principais vitórias na sua carreira até hoje? Algum, em especial, foi mais importante para você?

Ainda não ganhei um grande prêmio internacional de 5 estrelas mas, estive perto algumas vezes, como o ano passado na Copa da Rainha Elizabeth II  em Spruce Meadows, Calgary, no Canadá, onde fiquei em segundo lugar.

Também na Copa do Presidente, em Washington, onde também cheguei em segundo lugar no Grande Prêmio assim como algumas vitórias em Wellington no Grande Prêmio Suncast, entre outros grandes prêmios na Europa como Copenhagen 2011, Maubege na França, classificações também é várias provas internacionais em toda a Europa, Estados Unidos, Canadá, México , Nova Zelândia etc…

PFDP: Onde vive atualmente?
Vivo atualmente em Wellington, na Flórida.

PFDP: Como é sua rotina de treinamentos?
Todos os dias desde a hora que acordamos até nos expulsarem das cocheiras. Trabalhamos muito condicionamento físico e a estrutura emocional dos cavalos o que toma bastante tempo.

PFDP: Conta com quais cavalos para as principais competições?
Este ano compramos outros três mais para ajudar ao bom e velho Taloubet . Um animal alemão de nome Casero, uma égua de sete anos que é a nossa esperança chamada “Roxane” entre outros, totalizando 26 cavalos de minha propriedade.

PFDP:  Como está sua programação para o segundo semestre de 2015?
Estarei durante o verão (América do Norte) no Canadá ( Spruce Meadows) depois se tudo der certo com a parte burocrática atenderei aos jogos Pan-Americanos, tentaremos voltar ao Grande Prêmio de 1,5 milhão de dólares do Torneio Masters, no Canadá, outra vez, e depois começar a temporada indoor para tentar a classificação para a final da Copa do Mundo.

PFDP: De todos os eventos já participados existe um preferido? Justifique!
São muitos os bons concursos especialmente os 5 estrelas que eu estive na Europa são todos fantásticos cito La Baule, Saint Gallen , Falsterbo, mas na minha opinião o melhor de longe ainda é o Masters do Canadá que entrega 2,5 milhões de dólares em um único fim de semana, dentro de um dos melhores complexos equestres do mundo.

PFDP: Poderia citar um cavalo inesquecível para sua carreira?
Tive vários grandes parceiros mas, realmente 90 % dos meus resultados internacionais foi com o Taloubet que temos nossas diferenças mas ainda é o meu favorito (hahaha).

PFDP: Quais são suas metas a curto/longo prazo?

Gostaria este ano que as coisas já se estabilizaram nos EUA para eu poder juntar um grupo bom, de uns quatro cavalos de ponta, para tentar chegar nos 50 top Riders do mundo. O mais próximo que já estive foi 140 porém com apenas um cavalo.

PFDP: Cite alguns cavaleiros e ou amazonas que você admira no esporte.
Eu divido esta pergunta em 4 grupos:

1, Os imortais
Os velhos são meus ídolos , de preferência os que seguem montando como Nick Skelton, Ian Miller, Jhon Withaker . Infelizmente não tive a oportunidade de ver o Neco em ação mas, o que pude conviver com ele como treinador e amigo deu pra sentir o fenômeno que todos comentam. Também não posso deixar  de citar exemplos como Ludger que a mais de 20 anos não sai dos top 10 do mundo.

2, Os craques ( naturalmente cavaleiros )
Normalmente esses são cavaleiros de ocasião porque devido ao excesso de talento algumas bases ficam descobertas: Scott Brash, Bertran Allen e Ben Maher

3, Os que são impossível  melhorar
Bezzie Madden. E o melhor cavaleiro, sem a menor sombra de dúvida, Daniel Deusser (eu já dizia isto há 6 anos hahahaha, não é porque ele é o número um hoje.)

4,  Horseman: Mclain Waard e Marcus Ehning.

PFDP: Se pudesse escolher qualquer cavalo, qual seria o ideal para seu perfil?
Adoraria montar o Baloubet mas, hoje na minha opinião o cavalo com mais sobra é o Barron, da Luci Davis.

PFDP: Como sabemos, vive fora do Brasil faz algum tempo, o que te vez morar no exterior?
Eu fui tirar umas férias uma vez no México e me fizeram uma proposta muito boa para treinar um garoto. Eu nunca tinha sido empregado na minha vida e queria ter esta experiência, logo vi que as remunerações para o setor equestre fora do Brasil eram importantes e, senti que ser profissional de hipismo fora do Brasil talvez fosse trazer a solvência econômica que eu queria, para poder seguir bancando o meu esporte.

Depois disto a coisa só cresceu e hoje temos uma empresa, já conhecida no mundo, que nos traz muito bom retorno financeiro baseado na compra e venda de cavalos. Também estamos muito perto dos concursos mais importantes do mundo, o que nos facilitou a exposição a um cenário de mais exigência esportiva, e que acabou puxando o meu nível técnico mais para cima.

PFDP: Tem alguma intenção de voltar ao Brasil?
Ainda não tenho isto nos meus planos, já que toda minha família já vive aqui nos EUA. Porém, sinto muita a falta dos amigos que deixei por aí.

PFDP: Qual a principal diferença das provas no Brasil e no exterior?
Premiação infinitamente maior.

PFDP: E quanto aos percursos, acredita haver muita diferença no nível técnico? Comente
As alturas são as mesmas apesar de muitos dizerem que as provas no Brasil são mais baixas. Falta mais largura e o tempo concedido mais apertado que é o que eu vejo de diferente.

O grande problema é que os desenhadores de pistas não são respaldados pelos cavaleiros e organizadores assim sendo, se por acaso eles exagerarem na exigência com o intuito de puxar o nível para cima, com certeza não vai ser chamado para desenhar o próximo concurso  e, vai ser culpados pelo desastre dos cavaleiros que estão mal inscritos na categoria.

O Brasil é uma fábrica de craques como ginetes e cada vez mais estão “fabricando” cavaleiros jovens de montadas impecáveis .

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