Por Fora
das Pistas

Notícias

Gabriel Augusto Claro, deficiente físico, foi um dos atletas participantes (Foto: Reprodução/ TV TEM)

29 de abril de 2017

Paratletas participam de competição em congresso de cavalos em Avaré

O congresso de cavalos da Associação Brasileira de Quarto de Milha (ABQM), que é realizado em Avaré (SP) até este domingo (23), abriu pela primeira vez este ano a competição na modalidade de atletas deficientes físicos. Os paratletas participaram da competição de três tambores, quando o cavalo precisa fazer um percurso dando voltas em três tambores na pista.

E os atletas sabem o que é superação. “Posso servir de exemplo para quem hoje está em casa com vontade de estar montando, porque eu sei a dificuldade de cada um. Só que se a gente quer, a gente consegue”, ressalta o paratleta Gabriel Augusto Claro.

Gabriel foi um dos competidores deste ano. Ele sempre gostou de cavalos, mas há oito anos foi diagnosticado com mielite transversa aguda, uma infecção na medula espinhal que o fez perder os movimentos do corpo. Ele chegou a ficar um ano na cadeira de rodas. O tratamento foi longo e parte dos movimentos das pernas ficou comprometida.

“Se não fosse o cavalo, acho que hoje eu não estaria aqui. Não estaria andando, estaria em uma cadeira de rodas. A competição é muito importante, uma alegria. O hobby para mim hoje é tudo, porque não sei mais viver sem o cavalo. Ele que me traz a alegria, a vontade de viver”, diz o competidor.

A ideia de incluir a modalidade de paratletas foi da coordenadora da ABQM, Natasha Marcondes. “Eles têm a oportunidade, eles têm o espaço deles como qualquer um. Eu amava minha categoria, amava meu espaço, então por que não dar o espaço deles? E para nós, o público, que ficamos de fora assistindo, engrandece mesmo como ser humano. Acho que traz uma ação social para o ambiente equestre incrível”, explica.

A organização do evento espera que 40 mil pessoas passem no local até o fim do evento. Criadores do país inteiro levaram para Avaré a genética da raça quarto de milha. Mais de 5 mil competidores participaram, incluindo os paratletas. “A partir do momento que você começa a conhecer a história de cada um deles, dos deficientes físicos, você vê o quanto a prática da equitação é benéfica”, completa Natasha.

Fonte: Globo Notícias/Por G1 Itapetininga e Região

  • Compartilhe
  • <