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2 de junho de 2018

Os impactos da encefalomielite equina

Entre as doenças que podem acometer os cavalos a encefalomielite equina é considerada uma das mais graves. A Organização Mundial de Saúde Animal, (OIE) mantém a enfermidade em sua lista de doenças de importância socioeconômica.

Os cavalos infectados sofrem com quadros clínicos neurológicos de rápida evolução que comumente levam ao óbito. Causada por um alphavírus, que se aloja no sistema nervoso central, a enfermidade é dívida em três grupos: leste (EEE), oeste (WEE) e venezuelana (VEE), o último é considerado raro no território brasileiro.

A transmissão ocorre quando os equinos são picados por mosquitos das espécies Aedes spp e Culex spp infectados. Por ser zoonótica, a enfermidade pode afetar também os humanos. “Os principais reservatórios do vírus são os pássaros, os quais não desenvolvem a doença. Os homens e os equinos são os hospedeiros acidentais”, explica a Médica-Veterinária e Gerente de Linha da Unidade de Equinos da Ceva Saúde Animal, Baity Leal.

Um cavalo infectado dentro da tropa pode servir de fonte para contaminação de outros animais e dos humanos. Além disso, a encefalomielite equina traz uma série de prejuízos para os produtores relacionados aos gastos com tratamento e a perda dos animais.

Os equinos acometidos pela doença apresentam sintomas difusos que podem ser confundidos com outas doenças, o que dificulta o diagnóstico inicial. Os principais sinais clínicos são andar em círculos, pressionar a cabeça contra objetos, ataxia, falta de coordenação motora e mudanças comportamentais.

Na fase aguda da infecção é comum o cavalo ficar em decúbito lateral debatendo desordenadamente os membros. O período de incubação varia entre dois e setes dias e o diagnóstico é feito através de exames laboratoriais.

No Brasil, as regiões norte e centro-oeste são as mais afetadas. Porém, todo o território nacional registra surtos da doença. “Essas epidemias costumam levar vários animais da tropa ao óbito em um curto espaço de tempo”, conta Baity.

Não há um tratamento específico para encefalomielite equina, os animais acometidos devem receber suporte com fluidoterapia e analgésicos, e os casos devem ser notificados para os órgãos sanitários da região. “A melhor forma de proteger os animais é a vacinação, pois dificilmente o animal contaminado irá sobreviver ou recuperar totalmente o seu desempenho. Além disso, a imunização é uma estratégia assertiva para garantir a saúde da tropa, uma vez que quanto maior o número de animais vacinados contra a encefalomielite equina, menor a circulação do vírus na propriedade”, afirma Baity.

Além disso, o criador deve investir em medidas de biosseguridade para evitar a proliferação dos vetores. “A eliminação de água parada, por exemplo é uma forma de evitar o surgimento de criadouros de mosquitos. Outro ponto de atenção é a compra de novos animais. O ideal é que o cavalo fique em quarentena para observação de possíveis sintomas antes da introdução na tropa, mas vale ressaltar que a vacinação é a única forma de proteger os animais contra encefalomielite”, finaliza Baity.

Fonte: Informativo Equestre

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