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25 de outubro de 2015

Os cavaleiros de longa distância no século XXI

São protagonizados por gente que, por opção, adotou um estilo de vida nômade durante um tempo considerável. Ao longo de meses ou anos, respondem a uma certa urgência de abandonar o modo de vida sedentário e escapar ao mundo moderno para partir rumo ao desconhecido. Em cima de um cavalo.

São aqueles que “têm a coragem de quebrar as correntes das cidades e cavalgar em direção ao horizonte”, diz ao JN CuChullaine O’Reilly, um dos fundadores da Long Rider’s Guild, uma associação internacional de exploradores equestres. A associação representa homens e mulheres de todo o mundo que tenham viajado mais de mil milhas terrestres (1609 quilômetros) contínuas numa só viagem a cavalo.

Atualmente, garante CuChullaine O’Reilly, existem “várias centenas”.

Tudo é belo porque tudo é lento

Uma das características mais apreciadas e citadas pelos cavaleiros de longa distância é a lentidão com que se processa a viagem. A cavalo viaja-se a uma média de 5 quilômetros por hora. Essa vagareza, frisam, é um dos grandes encantos porque configura um equilíbrio ideal entre progressão e observação do mundo.

Ao esquadrinhar as imensidões da Ásia central no cimo de um cavalo, o escritor francês Sylvain Tesson escreveu algumas das mais brilhantes páginas sobre nomadismo na era moderna. No livro “Petit traité sur l’immensité du monde” lança a questão: “Será que alguém já viu um nómada com pressa?”. Essa recusa da velocidade coloca o homem em harmonia com a paisagem. “Porque é que tudo é belo? Porque tudo é lento”, anotou na sua “Géographie de l’instant”.

Fonte: JN

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