Com ingresso na mão, cavaleiro perde primeiro set da derrota brasileira para os Estados Unidos em busca de bilhetes para não entrar sozinho na arena
Fonte: Cahê Mota Direto de Londres, Inglaterra

Uma medalha de ouro olímpica abre portas? Pode ser, mas sem amigos de carona. O "ensinamento" foi dado na última quinta-feira, na Arena de Vôlei nos Jogos de Londres 2012, antes da vitória dos Estados Unidos sobre o Brasil, por 3 a 1, pela terceira rodada do Grupo B.

Campeão em Atenas 2004 nos saltos individuais e bronze por equipes em Atlanta 1996 e Sydney 2000, o cavaleiro Rodrigo Pessoa deixou a Vila Olímpica com a intenção de apoiar a equipe de Bernardinho, mas encontrou um problema ao chegar ao local: só ele tinha ingressos em seu grupo.


Grupo de amigos de Rodrigo Pessoa aguarda ingressos; Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com

Vestido com o uniforme da delegação brasileira, Rodrigo, que foi o porta-bandeira do país na cerimônia de abertura, não deixou os companheiros na mão e permaneceu do lado de fora da Arena de Vôlei em busca de uma solução. Até o fim do primeiro set, porém, todos continuavam na calçada:

- Estamos precisando de ingresso. Estão faltando alguns e vamos tentar localizar. Não está a equipe toda. Dividiu um pouquinho, alguns foram tentar fazer outras coisas. Estivemos no vôlei de praia na quarta à noite e foi bom – disse com o olhar atento para ver se alguém surgia com ingressos sobrando.

A presença de cambistas nos Jogos Olímpicos tem sido fortemente coibida pela polícia. As vendas ilegais são raras, realizadas com muita discrição e pouca inflação em relação ao preço de oficial dos bilhetes.

O fato mais comum, no entanto, é a revenda por desistência de torcedores que optaram por outros eventos ou compraram antecipadamente e não tiveram sorte da presença do seu país no dia. Vale ressaltar que Pessoa buscava as entradas por meios legais.


            




 
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