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Rui Medinas

29 de novembro de 2015

Museu do Cavalo será construído na Golegã até final do mandato

O presidente da Câmara da Golegã, o socialista Rui Medinas, pretende fazer funcionar na vila um museu do cavalo até final do mandato, em 2017. O autarca destaca a cada vez maior importância da Golegã a nível internacional, com a realização nesse mês do Campeonato da Europa de Juniores de Equitação de Trabalho. Anuncia também que está a concluir o projeto de reabilitação das margens do rio Almonda, na freguesia de Azinhaga.

Veja a entrevista:

O que tem sido feito para afirmar mais a Golegã como “Capital do Cavalo”?

Para começar, perseguir um desígnio que passa por afirmar a Golegã como Capital do Cavalo 365 dias por ano, ou seja, inverter progressivamente o fenômeno de sazonalidade associado à Feira de São Martinho/Feira Nacional do Cavalo. Em nossa opinião isso tem sido conseguido, quer na vertente desportiva associada ao cavalo, por via da realização de novas competições nacionais e internacionais, quer na vertente do turismo equestre, por via de uma crescente procura ao nível dos passeios equestres. Situação que não é alheia ao foco que se tem colocado nesta temática, e que produziu já um Plano de Intervenção para o Turismo Equestre recentemente aprovado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, onde a Câmara da Golegã integrou a comissão de acompanhamento.

O centro de alto rendimento está a conseguir captar, e de que forma, as atenções internacionais?

Sim, de uma forma crescente, através da realização de competições internacionais de saltos de obstáculos que se iniciaram no presente ano de 2015, que perspectivo que se venham a manter no próximo ano, acompanhadas da vertente internacional ligada ao ensino. Esta projeção internacional deverá também fazer-se na esfera de influência de alguns dos nossos atuais parceiros, da Europa e de África, bem como por via da Fundação do Desporto e da Federação Equestre Portuguesa.

Como classifica o mandato até agora?

Muito positivo, face às enormes contingências de natureza financeira verificadas em 2014 e 2015, que se manterão ainda mais alguns anos, em consequência das correções financeiras efetuadas a duas componentes do Centro de Alto Rendimento de Desportos Equestres – Hippos Golegã (obra e equipamento), que se traduziram numa perda de receita na ordem dos 600 mil euros.

Quais as implicações que isso teve?

Facilmente se depreende que, para um município que depende das transferências do Orçamento de Estado em mais de 65 por cento, foi necessário fazer opções de gestão. Fizemo-las, obviamente, privilegiando um investimento seletivo em alguns eventos, designadamente competições internacionais ligadas ao desporto equestre e ao World XTerra de Triatlo, continuámos, como até aqui, a apoiar as associações e coletividades e mantivemos os apoios sociais, nomeadamente o apoio à natalidade.

Que projetos pretende concluir ou iniciar até final do mandato?

Está em fase de conclusão o projeto de reabilitação das margens do rio Almonda na freguesia de Azinhaga, um investimento global na ordem dos 900 mil euros e aguardamos com a maior ansiedade o visto do Tribunal de Contas para iniciarmos a obra de requalificação e pavimentação da Rua de Santo António no Pombalinho. Para o futuro, e até final do mandato, temos a ambição de concretizar o Museu do Cavalo e o Núcleo do Carro de Cavalos, bem como a reabilitação da Lagoa da Alverca do Campo.

Com o novo modelo de gestão do Paul do Boquilobo a câmara já tem em mente algum projeto?

Vimos aprovado, no âmbito do pacto celebrado entre a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e a CCDR Alentejo, uma candidatura que visa dotar a Reserva da Biosfera de melhores condições de visitação, bem como prepará-la para poder passar a receber com regularidade passeios equestres.

Fonte: O Mirante

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