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Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

31 de dezembro de 2015

Morre, aos 51 anos, o leiloeiro e narrador Alexandre Crespo

Um dos nomes importantes do segmento de cavalos crioulos do Brasil, o leiloeiro Alexandre Crespo morreu na noite da última quarta-feira, em Porto Alegre, vítima de um infarto. Natural de Camaquã, no interior do Estado, ele trabalhava em leilões rurais há mais de 30 anos, era diretor do Canal Rural na região Sul e ficou conhecido como narrador das transmissões do Freio de Ouro desde que o evento passou a ser transmitido ao vivo pela televisão.

Crespo deixa a mulher, Sabrina, e dois filhos, Pedro e Frederico.

– Ele era um cara multidedicado. A repercussão e a quantidade de ligações que a gente tem recebido mostra a valor dele como profissional, pai, marido, como tudo – diz Fábio Crespo, também leiloeiro rural e irmão de Alexandre.

Criado em uma família influente no setor de leilões rurais, Alexandre seguiu a carreira do pai, Fausto Crespo. O leiloeiro fez parte da primeira equipe do Canal Rural, em 1996. Em 2008, assumiu a coordenação da Rádio Rural, em Porto Alegre. Desde 1999, apresentava oficialmente as transmissões do Freio de Ouro no Canal Rural. Atualmente, trabalhava como gerente de leilões do canal para a Região Sul.

— É uma grande perda. Era um cara que tinha alegria de viver e olhava sempre para a frente. O setor de cavalo crioulo deve muito a ele pela divulgação da raça, não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil. Através dos cavalos, ele levou a cultura gaúcha a outros pagos. A importância dele é muito grande – avalia Donário Lopes de Almeida, presidente do Canal Rural.

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos divulgou uma nota de “profundo pesar” pela morte de Crespo. A Associação Brasileira de Angus também lançou nota em que afirma que Crespo era “personagem de importantes remates e tinha uma habilidade nata ao martelo”. No texto, o presidente da Angus, José Roberto Pires Weber, descreve a morte como “uma grande perda, não apenas por ser tão prematura, mas também porque Alexandre Crespo era uma pessoa especial tanto na qualificação pessoal quanto profissional. Estou muito triste por ele e por toda a família”.

Para Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), a perda de Crespo é “irreparável”:

— Foi um fato que nos tomou de surpresa. Uma perda irreparável, algo que deixa não só a família consternada, mas o segmento todo muito sentido pela forma como ele nos deixou. É traumático para os que o acompanharam.

Fonte: zh.clicrbs

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