Por Fora
das Pistas

Hall da Fama

2 de agosto de 2016

Marcio Appel – Cavaleiro da Equipe Brasileira de CCE – Rio 2016

ABHIR: Como surgiu o interesse pelo esporte e pelos cavalos?
O amor pelos cavalos atravessa gerações em minha família. Minha avó montava a cavalo todos os dias até os seus 84 anos. Minha mãe era veterinária, apaixonada pelos cavalos e foi quem incentivou eu e meu irmão a praticarmos hipismo. Comecei a montar aos 6 anos de idade na Hípica Tarundú, quando ia passar férias em Campos do Jordão.

ABHIR: Quais modalidades já praticou?
Sempre fiz salto desde garoto, mas no segundo semestre de 2012 foi quando conheci o CCE e me apaixonei. Tive a idéia de começar no Concurso Completo depois de assistir as Olimpíadas de Londres na TV e eu tinha um cavalo que achava que poderia se encaixar bem. Entrei de cabeça nessa nova modalidade e tive a sorte de ter conhecido o Marcio Carvalho Jorge e ele ter me guiando, me ensinado e me mostrado os caminhos. Tenho que agradecer o Ademir que me ensinou muito e também todos os feras do CCE brasileiro que nunca deixaram de me passar algumas dicas. Antes do CCE, já fazia aulas de adestramento para me ajudar no salto e também já brinquei de jogar pólo.

ABHIR: Qual animal mais te marcou?
Muito difícil escolher um cavalo que mais me marcou. Tive o Bamboleo que foi o cavalo que me levou das provas de 1,10m até 1,50m. Tive o Joffre que foi o melhor cavalo de salto que já montei e em pouco tempo me deu importantes títulos. Tive o Shutterfly que domei aos 3 anos de idade e que fizemos juntos vários Grandes Prêmios e foi com ele que iniciei no CCE. Agora tenho o Cross Rock e o Iberon que são dois gigantes e que estão me ajudando a realizar esse sonho olímpico.

ABHIR: Ídolos?
Ayrton Senna e Guga como grandes esportistas brasileiros. No salto tenho Vitor Alves Teixeira que foi meu grande mestre e sempre me ajudou muito. No CCE meu ídolo é o nosso técnico Mark Todd.

ABHIR: Um aprendizado que o hipismo trouxe?
Eu aprendo todos os dias com o hipismo e com os cavalos. Aprendo com as derrotas, aprendo a cair e depois levantar, aprendo a ultrapassar obstáculos no esporte e na vida. Aprendo que é possível seguir evoluindo a cada dia. Aprendo a respeitar e amar os cavalos, que são nossos grandes parceiros.

ABHIR: O melhor e o pior deste esporte?
Devo quase tudo que tenho e o que sou ao hipismo. Meus melhores amigos, minha esposa, minhas melhores viagens e as experiências mais marcantes. O pior é que a carreira dos cavalos é muito curta em relação a carreira dos cavaleiros. Sinto muita falta dos cavalos que já se foram.

ABHIR: Qual seu objetivo dentro do esporte?
Meu maior sonho sempre foi participar de uma Olimpíada e graças a Deus estou sendo abençoado com essa oportunidade agora no Rio. Esse é o reconhecimento máximo de uma vida de amor e dedicação ao hipismo. Agora meu próximo desafio será uma medalha.

ABHIR: Uma história interessante que viveu na Associação?
Tenho um carinho enorme pela maneira que fui recebido no CCE e por todos na Abhir. É uma grande família e que carrega em sua essência o esporte na sua forma mais pura. Quando fazia as provas de salto era sempre uma correria e até uma burocracia para fazer inscrições para as provas e na Abhir acho muito legal que quando esqueço de fazer alguma inscrição no prazo, logo chega um e-mail da Mirla me lembrando e me ajudando.

ABHIR: Uma dica para quem está começando?
Amor aos cavalos, paciência e buscar evoluir sempre. Para os pais, vale a regra que um cavaleiro iniciante precisa ter um cavalo experiente, isso ajuda demais.

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Fonte: ABHIR

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