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Foto: Fagner Almeida/ABCCC/Divulgação

29 de junho de 2017

Marcha da Integração tem largada marcada para sábado em Alegrete

No próximo sábado, 1º de julho, será dada a largada no Parque Doutor Lauro Dornelles, em Alegrete (RS), à décima sexta Marcha de Integração. Desde o dia 1º de junho, 37 animais que deverão participar da prova estão concentrados na Reconquista Agropecuária onde foram revisados e ocorreu um balanço da saúde dos animais com exames de frequência cardíaca e respiratória, verificação de mucosa e nível de hidratação do exemplar.

Na sexta-feira, 30 de junho dia anterior à largada, será realizada a admissão veterinária dos animais. O exame será similar ao já adotado em todas as classificatórias do Freio de Ouro neste ciclo, seguindo os parâmetros utilizados nos exames realizados pela Federação Equestre Internacional (FEI), em nível mundial, em eventos como os Jogos Olímpicos e os Jogos Equestres Mundiais. A análise consiste na observação do animal em movimento, com o objetivo de identificar lesões pré existentes, que poderiam agravar-se durante a atividade.

Todo o cuidado com o bem estar dos animais vem sendo tomado pelos organizadores da Marcha. O coordenador técnico da Subcomissão de Resistência da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Carlos Sá Azambuja Neto, explica que os animais estão bem preparados e que os exemplares que disputarão a modalidade não apresentaram problemas durante a concentração. Reforça que o Bem Estar Animal, que vem sendo preconizado pela entidade em todas as suas modalidades, será uma das prioridades durante a competição. “A Comissão da Marcha deu muita atenção ao Bem Estar Animal e a equipe veterinária é soberana na prova. Como os exemplares não podem ter nenhum tipo de tratamento e medicação durante as etapas, se apresentar alguma lesão, a mesma tem todo o poder de retirar o competidor da prova”, explica.

Azambuja Neto salienta que a expectativa é a melhor possível para mais uma edição da Marcha de Integração. Elogia as condições do Parque Doutor Lauro Dornelles e da Reconquista Agropecuária, que deram toda estrutura e conforto para os competidores. “Os animais que disputarão a Marcha têm capacidade natural para esta modalidade. Com preparação, capacidade e uma Comissão atenta a todos os detalhes faz com que tenhamos a certeza de mais um evento de sucesso”, observa.

A concentração tem por objetivo equiparar o preparo de cada animal e que todos tenham as mesmas condições na hora da largada. Durante o período de 15 dias os conjuntos participantes da Marcha de Integração, promovida pela ABCCC, percorrerão 750 quilômetros divididos em 15 etapas, sendo quatro etapas reguladas, oito semi-reguladas e três livres. No percurso, são acompanhados por membros de uma comissão veterinária e supervisão técnica.

Inspirada nas lidas campeiras das estâncias, quando os cavalos trabalhavam até 15 dias consecutivos e percorriam, em média, 50 quilômetros diários, a Marcha da Resistência é uma prova que visa avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação do Cavalo Crioulo. Criada em 1971, é a disputa funcional mais antiga da entidade e junto ao Freio de Ouro e Morfologia formam o tripé seletivo da raça Crioula no Brasil.

Fonte: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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