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A 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador acontece até 29 de julho na Gameleira

21 de julho de 2017

Mangalarga Marchador em festa em BH

Com mais de 600 mil cavalos da raça mangalarga marchador no Brasil, sendo que Minas Gerais concentra mais da metade do plantel, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) realiza até o dia 29 de julho a 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador no parque da Gameleira, em Belo Horizonte.

O evento é a maior exposição de equinos de uma mesma raça da América Latina, explica o presidente da ABCCMM, Daniel Borja. No ano passado, foram mais de 200 mil visitantes, além de negócios em leilões e vendas diretas que somaram R$ 20 milhões. Neste ano, espera-se um movimento de R$ 30 milhões.

Com 7.000 associados na ABCCMM, em Minas Gerais o setor dá mais de 2.500 empregos diretos e indiretos. “Um cavalo de sela, de cavalgada, tem preços que vão de R$ 2.000 a milhões de reais. Os mais caros são os ligados ao garanhão, que é o doador de sêmen que vai fazer e tem feito os grandes campeões. Hoje, o mais valorizado da raça pertence a um condomínio de cinco proprietários de aproximadamente R$ 10 milhões. O cavalo se chama Galante do Expoente”, explica o dirigente da entidade.

Borja conta que o grande diferencial da raça está nas cavalgadas. “Em qualquer lugar do Estado que você for vai ver um cavalo mangalarga. É o prazer em começar o dia e terminar o dia montado num cavalo”, diz.

Investimento. Quem quer investir na raça pode começar com um excelente cavalo de sela, que pode ser de R$ 3.000 a R$ 30 mil. “Vai começando com um cavalo, uma égua, um potrinho e já já vira um criador, com certeza”, informa.

O negócio também tem rápida liquidez. O retorno acontece em cerca de 24 meses. “É quando o criador começa a ter os produtos do que comprou e já pode voltar a ter o dinheiro que investiu”, calcula Borja.

A quantidade de animais no plantel varia. “Tem criador que tem três cavalos, e outros têm até mil animais”, conta Borja, que também tem um haras, o Canto da Siriema, em Arcos, no Centro-Oeste de Minas, com 200 animais. O gasto na produção também varia. “Se for apenas uma matriz, é custo zero. Se for uma doadora de embrião, aí já tem o investimento do embrião, que é de R$ 2.000, o custo da receptora, que é a barriga de aluguel de mais R$ 1.500, e tem o valor do sêmen do garanhão, que vai de R$ 500 a R$ 20 mil”.

Para quem quer começar um negócio com o mangalarga marchador, o conselho de Borja é conhecer a raça. “Além disso, é entrar no portal da associação para começar investindo certo e para ter produtos com qualidade. Só então a pessoa terá o retorno financeiro”, garante o empresário. A ABCCMM recebe mais de 200 novos sócios todo mês.

Cavalos. Neste ano, a 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador vai receber mais de 1.800 animais no parque da Gameleira, em Belo Horizonte, com a participação de mais de 17 Estados brasileiros.

Fonte: O Tempo

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