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Zootecnista afirma ser apaixonada por cavalos desde muito pequena (Foto: Juliana Vieira / Arquivo Pessoal)

22 de fevereiro de 2017

Jovem tatua animal favorito e cria empresa para cavalos atletas em MS

“Quando pequena, eu sempre falava que ia ser médica de bicho”. A frase, que saiu de maneira tão natural da zootecnista e estudante de medicina veterinária, Juliana Vieira, de 32 anos, resume um pouco da sua personalidade.

Apaixonada por animais e, em especial a Flicka, a profissional deixou eternizado no corpo a breve convivência com a égua e criou uma empresa dedicada aos “cavalos atletas”, como ela mesmo os define.

“Ganhei a Flicka dos meus pais, quando passei para o curso de Medicina Veterinária na UFMS [Universidade Federal de Mato Grosso do Sul]. Eu já estava formada em zootecnia, colando grau, quando as aulas começaram. Aos finais de semana, visitava a Flicka, que ganhou esse nome por conta da trilogia do meu filme favorito, que contava a história de um cavalo selvagem. Ela era muito especial pra mim e faz muita falta”, afirmou ao G1 a zootecnista.

Juliana conta que a égua faleceu aos três anos, após um acidente em Terenos, a 27 km de Campo Grande. “Eu a entreguei a um domador e ele disse que precisava levar em sua chácara por um período. Após as aulas, na data da entrega, ele correu demais com ela e aconteceu um acidente quando a Flicka colocou a pata em um buraco de tatu, tendo fratura exposta. Estava chovendo muito, o domador demorou demais para dar notícia e, quando ficamos sabendo, precisavam da minha autorização para sacrificá-la”, comentou.

Amor pela Flicka ficou eternizado no corpo da
estudante (Foto: Juliana Vieira / Arquivo Pessoal)

Desde então, Juliana passou a conviver com “três cães, algumas vaquinhas e duas galinhas de estimação”. No entanto, o amor por cavalos continuou a fazer parte do seu cotidiano, com visitas as escolas de hipismo. “Eu criei a Nutri Equus para fazer um programa de dieta balanceada para o animal, promovendo um real aproveitamento da alimentação com redução de custos, regulando os níveis de energia e proteína, que inclusive é o que encarece o produto, a ração”,explicou.

Alimentação diferenciada
Para exercer a atividade, Juliana concilia o atendimento aos animais com a faculdade, que será concluída no final deste ano. “Os donos erram na hora de dosar e quantidade e investem um dinheiro muito alto, quando, na verdade, poderiam usar menos e suplementar com outros ingredientes e a batata e cenoura, por exemplo. Com isso, o esforço físico pode aumentar e render muito mais”, comentou Juliana.

Há apenas dois meses, ela inaugurou a empresa e diz que não pensa somente no lucro, mas sim torce e acompanha os animais durante as competições. “Eu trato todos eles como se fossem meus e inclusive vejo um pouco da minha que morreu, sendo que inclusive já tive propostas de comprar outra égua, mas ninguém conquistou o meu coração. Não penso somente em mero valor monetário, mas sim em conhecer o proprietário, torcer, tirar fotos e cuidar deles”, ressaltou.

Sobre a empresa, Juliana afirma ainda: “É um projeto que iniciou em janeiro deste ano e já tenho o cuidado com 13 animais, na qual a intenção principal é proporcionar uma melhor qualidade a eles e aos novos clientes. Tenho o exemplo do cavalo Captain Black que saltava até 90 cm e, após a dosagem correta na alimentação, salta de 1,10 a 1,20 metros”, explicou.

No caso deste cavalo, o peso também saltou de 480 kg para 520 kg, de acordo com a profissional. “Ele teve uma melhora visível no desempenho, sem tanto desgaste”, emendou.

O estudante Robertto Marques Medina, de 12 anos, pratica hipismo há sete meses e é atleta que faz conjunto com o Captain Black. “A alimentação o fortaleceu bastante e percebo isso claramente no treino, duas vezes por semana. Nas competições, a gente sente a diferença”, comentou o adolescente, que herdou o gosto pelo esporte da mãe.

Fonte: Graziela RezendeDo G1 MS

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