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José Lupi, um português orgulhoso nas provas de hipismo olímpico

4 de setembro de 2016

José Lupi: nem a meningite o afastou da equitação olímpica

Misteriosos são os caminhos que nos levam aos Jogos Olímpicos. Linhas retas, perpendiculares, paralelas, atletas, treinadores, jornalistas, árbitros, delegados técnicos. Há muitas formas de chegar.

José Ricardo Lupi faz parte de em uma dessas categorias citadas. Português, 42 anos, está no centro de Deodoro e é um dos comissários do concurso completo de equitação: obstáculos, dressage e cross country.

O Maisfutebol entrevista este lisboeta, com raízes que se estendem até Alcochete, num momento ainda de «forte emoção». José é engenheiro de produção animal – trabalha numa empresa de melhoramento genético de suínos – e não se esquece do que passou para responder afirmativamente ao convite do COI.

«Em dezembro soube que era um dos escolhidos. Liguei a todos os conhecidos, nem queria acreditar. Caíram-me lágrimas, desliguei e liguei o computador para confirmar (risos). Depois tive um problema de saúde, meningite vírica, e passei dez dias num hospital. Vi as coisas mal paradas», desabafa, naturalmente aliviado.

«O cavalo é um animal impressionante»

José Lupi é um bom conversador, detalha as respostas, percebe a curiosidade do entrevistador por uma área pouco mediática em Portugal. Daí a pergunta seguinte: como é que se chega a delegado técnico internacional de equitação?

«A minha família está ligada à tauromaquia. Criamos cavalos lusitanos e touros bravos. Monto a cavalo desde os cinco anos e fiz competição até aos 23. O mundo dos cavalos corre-me nas veias», conta José Ricardo Lupi, um português nos Jogos Olímpicos.

«Há cerca de 12/13 anos passei a estar na organização de competições de concurso completo. Na quinta do meu pai. Primeiro como assistente do delegado técnico e posteriormente, após um desafio lançado pela minha irmã, já como delegado».

A evolução no circuito internacional ocorreu «normalmente», dentro dos parâmetros esperados para alguém com uma ligação ao mundo dos cavalos. «São animais impressionantes, radicalmente distintos entre eles, e é um privilégio poder olhá-los todos os dias».

Fonte: MaisFutebol – Por Pedro Jorge da Cunha   * Enviado-especial do Maisfutebol aos Jogos Olímpicos

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