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Hall da Fama

João Victor Marcari Oliva montando Signo dos Pinhais (Foto: Rui Pedro Godinho/Divulgação)

5 de julho de 2016

João Victor Oliva é entrevistado pelo portal Correio. Confira

Ser filho de uma estrela do esporte fatalmente leva o jovem a interesse pela modalidade de seu pai ou mãe. A regra é provada pelas exceções. E João Victor Marcari Oliva é uma delas. É no hipismo que o jovem de 20 anos mostra o talento herdado pela mãe Hortência, ex-jogadora de basquete.

No Rio-2016, ele fará parte do time brasileiro que compete no adestramento, modalidade do hipismo em que o cavaleiro tem que fazer o animal executar determinados movimentos de forma natural.

João Victor já vem mostrando, há algum tempo, ser um fenômeno no esporte, que escolheu por influência do pai, o empresário José Victor Oliva, dono de um haras. Começou a competir com 12 anos e, em 2014, foi medalha de ouro no individual e por equipes nos Jogos Sul-Americanos. No ano passado, em que ganhou o prêmio Brasil Olímpico de melhor atleta do hipismo de adestramento, fez parte da seleção brasileira que conquistou o bronze no Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Por e-mail, de  Mohnesee-Gunne, na Alemanha, onde treina, João Victor, que já conquistou o índice olímpico 17 vezes, conversou com o CORREIO sobre sua expectativa para os Jogos e a relação com sua mãe, entre outros assuntos. Confira:

Qual sua expectativa para a realização dos Jogos do Rio-2016 e para o legado que eles terão para o país e para o hipismo?
Creio que os Jogos Olímpicos não apenas vão ser realizados com sucesso, mas também um dos melhores Jogos que já aconteceu. Vai ser muito importante para o país neste momento difícil que o Brasil se encontra. Para o hipismo, será uma grande oportunidade de divulgação, porque o povo brasileiro desconhece esse esporte a cavalo.

O Brasil tem time para trazer uma medalha no adestramento por equipe? E no individual, dá para surpreender?
Não temos chances de medalha por equipe e nem individual, mas sou novo e vou trabalhar duro para que, nas próximas, a chance aumente mais e mais.

Você já declarou que não costuma perder a concentração quando está em cima do cavalo nas competições. O fato de competir em casa pode fazer com que você necessite de mais trabalho para se concentrar?
Quando estou a cavalo, o que está ao redor não me influencia mesmo. Talvez antes ou depois da apresentação pode ser que sim.

O que morar na Alemanha tem te trazido de benefícios esportivamente?
Treinamento intensivo com treinadores de alto nível, competições com concorrentes de nível mundial e o clima também.

E a saudade como fica?
O amor ao esporte é mais forte  que a saudade.

Você acredita que o Brasil já tem o respeito da comunidade internacional do hipismo para ser encarado como, no mínimo, uma força em ascensão?
Eles respeitam certos cavaleiros que defendem a nossa bandeira de uma forma que mereçam esse respeito.

Quando você começou a despontar logo surgiu o interesse da mídia por você por conta ser filho da Hortência. O que mudou pra você com essa exposição?
Apenas mudou neste lado da mídia, que é importante também. Mas o treinamento continua firme da mesma forma.

Como tem sido as conversas com sua mãe sobre uma participação em Jogos Olímpicos? O que ela tem te passado, aconselhado?
Ela, como mãe e ex-atleta, me passa dicas de concentração, disciplina, saúde e, claro, aqueles conselhos que qualquer mãe dá.

Quando é que você se deu conta da importância dela para o esporte nacional?
Sempre me dei conta da importância da minha mãe, por ouvir de outras pessoas, ver na televisão, ouvir histórias e pela dificuldade de andar na rua com ela.

Como é essa espécie de ‘renúncia’ à juventude para ser um esportista de alto rendimento? Algo te faz falta?
Só vejo essa juventude como uma virtude. Afinal, tenho uma longa vida nesse esporte e já comecei ganhando experiência desde novo.

Veja a matéria original, aqui.

Fonte: Correio

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