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João Paulo dos Santos, Sarah Waddell, Leandro Silva e João Victor Oliva: bronze por pouco. Foto: Divulgação/COB

15 de julho de 2015

João Paulo foi o herói do Brasil no Pan modalidade adestramento

João Paulo dos Santos, que trabalha 12 horas diariamente montando cavalos, foi cavaleiro que mais pontuou na equipe

João Victor Oliva, filho de Hortência e do empresário José Victor Oliva, é o cavaleiro mais conhecido da equipe brasileira de adestramento, que conquistou uma inédita medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Mas foi outro João, o Santos, de origem bem mais humilde, o herói do quarteto brasileiro, formado também por Sarah Wadell e Leandro Aparecido.

Santos, de 32 anos, entrou na modalidade por outro caminho – ele trabalha num haras em Presidente Prudente, montando cavalos de seu patrão. Ele obteve a nota mais alta entre os brasileiros, 70,158. No final, o Brasil ficou com 414,895, com estreitíssima margem de vantagem sobre o México (412,467).

O cavaleiro repete a trajetória de outros atletas de origem humilde que ascendem em modalidades dominadas pela elite. É o caso, por exemplo, de Rogério Clementino, que trabalhava na limpeza de um haras e, ajudado por José Victor Oliva, conseguiu vaga para a Olimpíada de Pequim também no adestramento. Só não competiu porque o seu cavalo, Nilo VO, sofreu uma lesão.

O ex-pegador de bolas Rogério Dutra Silva, e Teliana Pereira, filha de um ex-pegador de bolas, são exemplos semelhantes que prosperaram no tênis. Adilson da Silva, caddie (carregador de tacos que virou golfista), é um dos principais nomes da modalidade do Brasil, e hoje vive na África do Sul.

Santos se superou para dar a medalha ao Brasil. Na véspera, havia registrado a nota 67,842, e teve que evoluir muito de um dia para o outro para manter as chances brasileiras.

Fonte: Por iG São Paulo

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