Por Fora
das Pistas

Notícias

Panoramica do recinto do Indoor, maior vão livre sem pilastra das Américas (Luis Ruas)

27 de setembro de 2019

Internacional Indoor na Hípica Paulista: uma das vitrines do bilionário mercado de cavalos

Diversificado e organizado, com 5,3 milhões de cabeças e ocupando o 4º lugar no ranking mundial em tamanho de plantel, o segmento do cavalo no Brasil vem em uma evolução constante, apresentando um crescimento bruto de 113% na ultima década, movimentando anualmente R$ 16,15 bilhões, gerando 3,6 milhões de empregos, sendo 610 mil diretos com mão de obra especializada.

Essa é a conclusão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em primeira versão em 2006 e atualizado em 2016. O Estudo aponta que o segmento compreende cadeias entrelaçadas em atividades que envolvem desde a criação de cavalos às indústrias de medicamentos, nutrição, selarias, laboratórios, acessórias para montaria, vestuário, além de centros de treinamento, centros hípicos e eventos, entre outros.

O Hipismo é uma das faces deste importante segmento. Compreendem-se, na categoria Hipismo, sete modalidades “clássicas”, além de Rédeas, que estão sob coordenação da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH): Adestramento, Paraequestre, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação (CCE), Enduro, Salto, Volteio e Rédeas. A CBH tem 20 federações estaduais sob seu comando, e a mais importante delas é a Federação Paulista de Hipismo (FPH), responsável por cerca de 70% do movimento hípico nacional, com cerca de seis mil atletas e 100 entidades (centros hípicos e de treinamento) filiadas.

No balanço geral, em todo o país são realizados anualmente mais de mil concursos hípicos, em que a modalidade Salto responde por cerca 70%. Considerando-se as variadas competições equestres, 30 são praticadas oficialmente no Brasil, incluindo-se as oito geridas pela CBH.

O Estudo do Mapa contabiliza cerca de 50 mil praticantes que competem desde provas regionais a disputas internacionais, refletindo em toda a cadeia produtiva do cavalo e impondo aos criatórios um constante aprimoramento na produção e treinamento de cavalos atletas.
A prática destes esportes movimenta milhões de reais e englobam desde a criação de cavalos de alta performance atlética a modernos centros de treinamento, indústrias de ração, de acessórios para montaria, de acessórios de treinamento, de transporte de animais, da medicina veterinária e leilões, entre outros.

Brasil: 4º maior plantel de equinos no mundo
Em termos de criação, são selecionadas oficialmente no Brasil 35 raças, nacionais e importadas, entre cavalos e pôneis, 17 delas com associações próprias. A liderança em tamanho de plantel é ocupada por uma raça genuinamente nacional, o Mangalarga Marchador, nascido em berço mineiro e que contabiliza 600 mil animais registrados e cerca de 15 mil sócios em todo o país, além de núcleos internacionais na Alemanha, Itália e Argentina.

A vice-liderança é ocupada pelo norte-americano Quarto de Milha com 543 mil animais registrados, 54 mil criadores, 108 mil proprietários e 33 mil sócios na ABQM – Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). É o segundo maior plantel da raça no mundo, atrás, apenas, dos Estados Unidos. Em relação ao mercado, a raça gera mais de 300 mil empregos diretos e movimentou em 2017 cerca de R$ 225 milhões em leilões.

Terceiro colocado no ranking com 322 mil animais registrados, o Crioulo, de origem sul-americana, concentra 85% do plantel no Rio Grande do Sul, apesar de estar presente em todas as regiões do país. De todas as raças, foi a que mais cresceu em 2017: 41% em relação ao ano anterior movimentando R$ 131,82 milhões na venda de animais em leilões.

Na seleção de cavalos para o Hipismo, em especial para o Salto, a referência é o Brasileiro de Hipismo, raça que começou a ser formada nos anos 1970, evoluiu nas ultimas décadas atingindo a produção de cavalos de alto rendimento que já marcam presença em desafios internacionais, inclusive em Olimpíadas, Pan-americanos, Jogos Equestres Mundiais etc. Hoje, o BH, com um plantel estimado em cerca de 30 mil animais registrados, é a raça que predomina nas competições nacionais, inclusive nas disputas do 29º Indoor da Sociedade Hípica Paulista.

 

fonte: Imprensa

  • Compartilhe
  • <

Os comentários estão desativados.