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24 de julho de 2016

Hipismo galopa rumo a Rio 2016

Os convocados para as provas de hipismo na Rio 2016 englobam um total de 200 conjuntos de atletas e cavalos oriundos de 43 países. Eles vão em busca de seus sonhos em três modalidades distintas, ultrapassando enormes obstáculos no Salto, exibindo atletismo e graça no Adestramento e percorrendo declives e subidas em uma pista de cross-country em CCE. O que os diferencia de outros atletas é que eles farão tudo isso em parceria com outro ser vivo: o cavalo.

A campanha #2Corações, lançada recentemente visando a Rio 2016, ajudou a explicar essa extraordinária relação entre humano e animal como sendo um único atleta. O hipismo é um esporte com um rápido crescimento de fãs e que traz histórias fascinantes. As habilidades que provêm dos instintos naturais assim como a coragem dessa nobre criatura e a competição harmônica com ela continua chamando atenção pelo mundo. O número de pessoas engajadas no hipismo em todo mundo ainda cresce significativamente.

“Desde 2007, o número de competições internacionais cresceu 83% e jovens têm demonstrado cada vez mais interesse pelo esporte, afirma a secretária geral da Federação Equestre Internacional (FEI), Sabrina Ibáñez. ‘Nosso esporte realmente apela para a cultura jovem. O time brasileiro de Adestramento é um bom exemplo disso, com todos os seus atletas com idade inferior a 25 anos, sendo que um deles é o mais jovem do hipismo na Rio 2016. Com 18 anos de idade, Giovana Pass vai competir com a veterana de 62 anos Julie Brougham, da Nova Zelândia, o que destaca mais uma característica peculiar do esporte – a competição em caráter de igualdade entre atletas de diferentes idades e gênero.

A experiência conta muito em uma Olimpíada e o neozeolandês Mark Todd (60) é um dos que se encaixam nesse quesito, já que participa de sua oitava edição dos Jogos Olímpicos. Suas duas medalhas de ouro individuais não representam sequer parte da história dessa lenda, considerado o Melhor Cavaleiro do século 20 pela FEI. Todd competiu tanto em Salto como em CCE nas Olimpíadas de Seoul (Korea) em 1988 e Barcelona (Espanha) em 1992, antes de conquistar o bronze nos Jogos de Sydney de 2000. A aposentadoria não o fez parar. Ele retornou ao esporte apenas alguns meses antes de encerrar o prazo de classificação para os jogos de Beijing de 2008. O resto é história.

Outro destaque é o cavaleiro australiano de CCE Shane Rose (43), cuja jornada olímpica de 20 anos inclui uma medalha de prata por equipe em Beijing e algumas batalhas. Rose venceu o câncer e experenciou mais decepções e ossos quebrados do que já imaginado. E a seleção de William Fox-Pitt para o time britânico de CCE faz parte da lista de histórias de superação. Muitos teriam desistido após um ferimento na cabeça, como o vivenciado pelo atleta no ano passado. Porém, Fox-Pitt, que já foi o número um no mundo e vencedor de duas medalhas olímpicas de prata, teve uma notável recuperação e vai perseguir mais uma vez o sonho da medalha de ouro em sua quinta participação nos Jogos Olímpicos.

Conexões familiares entre maridos e esposas, primos e parceiros estão listados entre os 75 conjuntos (cavaleiro e cavalo) de Salto, 65 de CCE e 60 de Adestramento. Os irmãos Michael (56) e John Whitaker (60), que competiram um com o outro em nove edições dos Jogos Olímpicos integram o time britâncio de Salto, enquanto, no jovem time brasileiro de Adestramento, estão os irmãos Luiza (24) e Pedro (22) Tavares Almeida, juntamente com o irmão gêmeo do cavaleiro, Manuel, como reserva do time. ‘Nós temos uma larga faixa etária em nossa base de fãs devido à natureza do nosso esporte e esperamos um grande número de adeptos durante os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio!”, conclui Sabrina Ibáñez.

Curiosidades:

O hipismo está entre as modalidades de esportes nas Olimpíadas desde 1912.

Medalhas individuais e por equipe são conquistadas em três modalidades: Adestramento, CCE e Salto.

O time americano tem o recorde de maior participação, com 236 cavalos e conjuntos competindo ao longo da história dos Jogos.

O time alemão ganhou a maioria das medalhas, colhendo um total de 75 até então.

As provas de hipismo da Rio 2016 serão realizadas no Complexo Esportivo de Deodoro, assim como as de basquete, BMX, canoagem Slalom, hockey, pentatlo moderno, mountain bike, Ruby de Sete e tiro.

O Complexo Esportivo de Deodoro será o segundo maior parque olímpico durante a Rio 2016.

• Salto: 27 países, 15 times, 75 conjuntos
• CCE: 24 países, 13 times, 65 conjuntos
• Adestramento: 25 países, 11 times, 60 conjuntos

Os times também incluem 34 cavalos e 33 cavaleiros reservas. O cavaleiro de Salto Ferenc Szentirmai (UKR) é um dos atletas que vai competir e que também tem um cavalo reserva.

Os países que participarão das provas são:
Argentina, Austrália, Áustria, Bielorrússia, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Taipei Chinesa, Colômbia, Dinamarca, República Dominicana, Equador, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Japão, Korea, México, Marrocos, Países Baixos, Nova Zelândia, Palestina, Polônia, Peru, Porto Rico, Qatar, África do Sul, Rússia, Espanha, Suíça, Suécia, Turquia, Ucrânia, Uruguai, EUA, Venezuela e Zimbábue.

Sobre a Federação Equestre Internacional (FEI)

Fundada em 1921, a FEI é o órgão regulador de esportes equestres reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O hipismo integra os Jogos Olímpicos desde as Olimpíadas de 1912 em Estocolmo. A instituição é o único órgão regulador de todos os eventos internacionais olímpicos de hipismo nas modalidades Salto, Adestramento e Concurso Completo de Equitação (CCE), assim como em Atrelagem, Enduro Equestre, Volteio e Rédeas. A FEI tornou-se um dos primeiros órgãos internacionais reguladores de esportes criados para coordenar e regulamentar um paraesporte global em suas sete modalidades convencionais desde que o Adestramento Paraequestre ocupou lugar entre as categorias da Federação em 2006. A FEI coordena atualmente todas as competições internacionais em Adestramento e Atrelagem Paraequestres. www.fei.org

Fonte: OGILVY & MATHER BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA

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