Leia abaixo um pouquinho da vida e as conquistas das nossas queridas amazonas Ana Eliza Aguiar Ramos e Luiza Ribeiro.
 Ana Eliza e... |
 ...Luiza Ribeiro; fotos: cedidas |
PFDP: Há quantos anos praticam o hipismo? O que as fizeram começar? Ana Eliza: Desde pequena já montava a cavalo na fazenda. Aos oito anos entrei na escolinha da SHP. Estava assistindo TV e passou o Concurso Nacional Pão de Açúcar. Achei lindo. Minha mãe viu o quanto gostei e perguntou se eu queria conhecer a hípica.
Luiza Ribeiro: Comecei a praticar há 7 anos. Eu treinava com o meu pônei Pegasus no sítio, só comecei a saltar em provas aos 8 anos.
Contem as suas trajetórias no esporte e os desafios enfrentados. Ana Eliza: Após um ano de escolinha, ganhei meu primeiro cavalo de salto, o Topo Gigio. Daí para frente foram vários cavalos, cada qual me trazendo diferentes experiências. Em 1999 fui em turnê para Europa. Estava correndo tudo muito bem até que tive uma forte lesão, fiquei parada por dois anos. Desde então, devagar estou retornando.
 Ana Eliza - amazona de muita técnica, estilo e dedicação aos cavalos; foto: cedida |
Luiza Ribeiro: Comecei com o pônei Pegasus, com 5 anos. Aos 8, ganhei meu primeiro cavalo, o SL Flecha, um `height poney´, com quem fiquei até 2007. Logo depois comecei a montar uma égua chamada Urielle, com quem saltei 1,00m. A transição de `height poney´para cavalo foi difícil. Passei por um momento muito difícil quando esta mesma égua faleceu. Então, no ano de 2008, tentei pular provas com uma égua nova, com pouca experiência. No fim de 2008 fui fazer uma prova de duplas e não tinha cavalo para ir. Foi então que comecei a montar meu cavalo, Cordial MN. No começo era só para a prova de duplas, mas depois deu certo e ele virou meu cavalo.
Como é a rotina de treinos de vocês? Onde treinam? Quem são seus treinadores? Ana Eliza: Treino seis vezes por semana em casa, que é no Haras Império Egípcio em Cotia. Meu treinador é o Vitor Alves Teixeira.
Luiza Ribeiro: Eu treino de 3ª a 6ª na Sociedade Hípica Paulista, nos fins de semana que não tenho provas, treino no Haras Caran D' Ache. Meu treinador é meu pai, Marcos Ribeiro Jr.
Quais títulos já conquistaram? Ana Eliza: Tri campeã brasileira de amazonas, tetra campeã paulista de amazonas, campeã paulista de proprietários, campeã paulista de juniores, entre outros.
Luiza Ribeiro: Fui vice-campeã do ranking da série 80 cm da SHP em 2006 e no ano seguinte fui campeã deste mesmo ranking na série de 90 cm. Fui campeã em 2007 do concurso Centro Hípico Polana e nos anos de 2007 e 2008 ganhei o Torneio Centro Hípico da Baroneza. Em 2008, fui vice-campeã do Torneio de Verão do CHSA na série 1,00 m. Agora fui Campeã Brasileira de Amazonas com o Cordial MN e também era pra ser vice-campeã com minha segunda montada, Cable Z, porém, como o regulamento não permite, fui campeã e 4º lugar.
Contem um pouco sobre seus cavalos: nome, raça, tempo que estão juntos, etc. Além do cavalo usado na prova, possuem outros? Ana Eliza: SL Stylo Império Egípcio é de criação da Coudelaria Souza Leão. Tenho ele desde junho de 2008 e possuo outros cavalos.
Luiza Ribeiro: Meu cavalo é o Cordial MN, da raça BH, com quem estou desde o fim de 2008. Cable Z, da raça Zangersheide é de meu pai. Treinei-a no fim de semana anterior ao campeonato. Ainda tenho o Flecha, meu `height poney´.
Falem sobre a disputa do Campeonato Brasileiro de Amazonas. Quais foram as dificuldades, etc. Ana Eliza: Como meu cavalo se machucou em fevereiro deste ano e só voltou no mês de outubro a saltar, o campeonato sendo no CHSA, que considero minha segunda casa, foi uma maneira de tentar colocá- lo em forma. No passar dos dias do concurso ele foi saltando cada vez melhor, não imaginávamos que poderia ganhar com ele. Todos os percursos exigiram bom nível técnico e estavam delicados.
Luiza Ribeiro: A maior dificuldade para mim foi conseguir montar os dois cavalos, sem confundir as montadas. No desempate, confesso, fiquei com um pouco de medo do último obstáculo, que estava um pouco alto (risos).
 Luiza Ribeiro, campeã brasileira de amazonas da categoria Amazonas A (1,10 m) - edição 2009; foto: cedida |
Que pessoas são importantes para vocês no sucesso da carreira? Ana Eliza: Meu marido, minha mãe, meu tratador e todos meus professores, em especial o Vitor que me fez entrar no campeonato.
Luiza Ribeiro: Meu pai, minha mãe, minha irmã e minha avó, que me leva todos os dias para treinar. Meus amigos também são muito importantes para mim, pois sempre me apoiam e torcem por mim.
Qual o maior objetivo de vocês dentro do hipismo? Vocês se dedicam a alguma outra atividade? Ana Eliza: Como comecei a praticar o hipismo pela beleza que ele propõe aos espectadores, procuro manter harmonia entre os cavalos e sempre procuro aprimorar minha técnica. Atualmente cuido do Haras.
Luiza Ribeiro: Primeiramente, quero conseguir saltar provas de Grande Prêmio um dia. Meu maior sonho é saltar uma Olimpíada. Também faço volteio, esporte no qual fui campeã paulista na categoria D.
Que dicas vocês dariam para uma amazona ou um cavaleiro em início de carreira? Ana Eliza: Nosso início é importantíssimo. Devemos procurar profissionais gabaritados para dar aula. Se informar sempre quem são eles e qual seu currículo.
Luiza Ribeiro: Seja disciplinado, dedicado e, não importa o que aconteça, nunca desista. Lembre que, se acontecer algo errado na pista, esqueça e tente fazer melhor na próxima, não fique apavorado com o erro.
Mais alguma coisa que gostariam de comentar? Ana Eliza: Uma curiosidade. Meu primeiro cavalo, o Topo Gigio, também ensinou o cavaleiro José Roberto Reynoso Fernandes Filho e sua irmã, que foi vice-campeã na minha série, a montar. Agradecemos muito ao Gigio.
Luiza Ribeiro: Amo muito minha família, meus amigos e meu cavalo. Os cavaleiros que mais admiro são meu pai, Marcos Ribeiro Jr, e a amazona Meredith Michaels-Beerbaum.
Mais cliques e claques:
 Ana Eliza em ação durante o CSI-W do Rio de Janeiro - edição 2009: foto: Alexandre Vidal - 22/11/2009 |
 Ana Eliza, campeã da série Amadores - 1,20m no CSI-W do Rio de Janeiro, edição 2009; foto: Alexandre Vidal - 22/11/2009 |
O Por Fora das Pistas agradece a entrevista concedida e aproveita para parabenizar ambas as amazonas pelos títulos conquistados. No entanto, o louvor maior é pela seriedade com que praticam o hipismo, além do respeito, amor e laços de amizade que têm pelos seus cavalos. |