Confira a entrevista com a revelação do hipismo nacional, Pedro Junqueira Muylaert, campeão dentro e fora das pistas

Pedro Junqueira Muylaert, o Pepe, vencedor dos GPs do Torneio de Verão 2009 e CSIW Rio de Janeiro 2008. Também classificado para a Final da Copa do Mundo em Las Vegas, essa revelação do hipismo nacional em entrevista exclusiva para o PFDP.


Nome completo: Pedro Junqueira Muylaert
 
Idade: 22 anos
 
Escolaridade: Colegial no colégio Santa Cruz e no 3º ano de publicidade na FAAP
 
Signo: Escorpião

Time do coração: São Paulo Futebol Clube
 
Hobby (fora os cavalos): Jogar futebol
 
Você tem irmãos (as)? Tenho uma irmã

Atualmente está namorando? Pode dizer o nome? Sim, Renata
 
Começou a montar com que idade e aonde?

Comecei a montar com 6 anos de idade na Sociedade Hípica Paulista.

Qual foi o nome do seu primeiro cavalo?

Meu primeiro cavalo foi uma égua chamada Natacha, que eu ganhei do cavaleiro Caio Sérgio de Carvalho e ficava em um condomínio no interior de São Paulo, onde eu ia montar nos finais de semana. Mas meu primeiro cavalo de salto foi o Sunshine.
 
Você pode citar o nome de um cavalo muito especial na sua vida?

Acho que tive alguns muito especiais nas categorias de base, mas posso destacar dois -que graças a Deus estão atualmente comigo - e espero poder contar com eles o máximo de tempo possível: Vidou e Haut de Val.
 
Conte um pouco, como foi a sua vida hípica. Você saltou e competiu em todas as categorias? Montou na Europa com quem e por quanto tempo?

Comecei a montar com seis anos na Sociedade Hípica Paulista com a Dorothy. Com oito anos comecei a ter aula com meu pai (Alberto Assumpção Muylaert) e a saltar a categoria mini-mirim, ficando 3 anos nela. Saltei 4 anos de mirim, onde ganhei o campeonato Americano no Equador em 1999. Saltei 4 anos de júnior, sendo campeão paulista em 2004. Em 2005, com 18 anos, fui morar na Europa com o cavaleiro Pedro Veniss que me deu muita força. Fiquei por volta de 3 meses montando com ele e depois disso fui trabalhar na Holanda para o comerciante Neil Jones. Fiquei lá por volta de 8 meses, saltei alguns concursos regionais e internacionais na Bélgica, Holanda e França. Em 2006 voltei a morar no Brasil e estou aqui até hoje.


Pepe no trabalho de plano na Europa


Pepe em ação com o cavalo Vidou

Qual foi o seu primeiro campeonato importante? Até hoje, o GP do Internacional do Rio foi a principal prova que venceu?

O primeiro campeonato importante que venci foi o Campeonato Americano de Mirim no Equador em 1999. Depois venci o paulista de júnior em 2004, o GP da final do Ranking da Sociedade Hípica Paulista em 2007, o Mini-GP Agromen 2008 e, com certeza, a principal prova que venci até hoje foi o GP do Internacional do Rio de Janeiro em 2008.
 
Sua família é tradicional no meio hípico, sendo o seu pai um profissional muito reconhecido no meio. Conte como isso ajudou na sua carreira?

Com certeza eu devo ao meu pai todos os cavalos que eu tive na vida e todos os títulos que eu conquistei até hoje. Foi ele que conseguiu me manter durante todas as categorias com cavalos para disputar. Sempre brincamos que não podia chegar um cavalo bom pra ele que eu ia lá e "roubava". O fato de ele ser um profissional bem conhecido facilitou muito a vinda de cavalos para mim. Até hoje a ajuda dele é fundamental, sempre me dando apoio nos concursos, nos treinos e em qualquer problema que eu tenho para resolver. É sempre bom poder contar com os conhecimentos dele sempre que eu preciso, inclusive em casa. Ele é fundamental para o meu crescimento no esporte. Além do meu pai, meu tio e padrinho (Renato Junqueira) é também um grande cavaleiro que está sempre me dando muito apoio e me ajudando sempre que eu preciso. Tenho muito que agradecer em poder contar com dois excelentes cavaleiros na família que estão sempre dispostos a me ajudar.


Pepe com seus pais, após o tradicional banho de rio dos campeões

Você ainda está estudando? Se sim, de que forma está conciliando os estudos com a carreira hípica?

Estou no terceiro ano da Faculdade de Publicidade na FAAP. É muito cansativo, monto o dia inteiro e a noite vou para a faculdade. Falto bastante quando viajo para os concursos, mas dá para conciliar, pois tenho uma prima na mesma classe que só falta fazer as provas para mim.
 
Pretende seguir a carreira de cavaleiro profissional?

Com certeza. Acho importante terminar os estudos apesar de reclamar muito deles, porém não vejo outra possibilidade na minha vida a não ser cavaleiro profissional.


Pepe e seu pai Alberto Muylaert, o Mula

Conte um pouco sobre a sua rotina diária de treinos.

Chego na Hípica todos os dias as 7:30h. Dou aula nesse horário e depois começo a trabalhar os cavalos. Monto mais ou menos 8 a 10 cavalos por dia. Os cavalos de concurso saltam muito pouco no treino, procuro manter eles em forma com bastante plano. Paro meia hora mais ou menos para almoçar e a tarde tem mais alunos ou cavalos de alunos para trabalhar. Termino mais ou menos cinco horas da tarde. Todas as segundas-feiras vou ao Haras BH, onde trabalho ao redor de 7 cavalos novos.
 
Você gosta e possui outros animais, tais como cachorros ou gatos?

Gosto muito de cachorro, até já tive um, mas como moro em apartamento não deu muito certo. Hoje não tenho nenhum outro animal.
 
Quantos alunos você tem?

Tenho 6 alunos na Sociedade Hípica Paulista.
 
Quais são seus planos para 2009? E quais são seus principais cavalos?

Quero muito que 2009 seja um ano parecido com 2008, onde eu possa conseguir bons resultados nas competições e GPs que eu participar. Tenho como principais objetivos saltar e conseguir um bom resultado no campeonato brasileiro de sênior top. Fazer o circuito Serra e Mar com bons resultados. E seria maravilhoso poder pular o Athina Onassis International Horse Show junto com os melhores cavaleiros do mundo. Meus principais cavalos são o Haut de Val, de propriedade de Luis Gelpi e Lair Passetti e Vidou, de propriedade de Fiammetta Varoli.
 
A médio e longo prazo, quais são os seus principais objetivos no hipismo?

Tenho muitos objetivos no hipismo. Acho que posso chamar de sonhos por eu saber da grande dificuldade que é alcançá-los. Porém, trabalho todos os dias pensando em um dia poder chegar a uma equipe do Brasil em um Pan-americano, em um Mundial e em uma Olimpíada. Conseguir participar de qualquer uma dessas competições já seria um grande sonho realizado.

Você teria alguem que gostaria de agradecer?

Sim, muitas pessoas que me ajudaram durante toda minha carreira. Minha mãe e minha irmã que apesar de não freqüentar muito as competições estão sempre do meu lado, meu pai e toda minha família por todo apoio que me deu e me da até hoje. Vários amigos, entre eles dois grandes cavaleiros que sempre colaboraram muito comigo, Pedro Veniss e Cássio Rivetti. Além de Lair Passetti e Luis Gelpi, proprietários do Haut de Val, família Varoli, proprietária do Vidou, Gil Rossetti, André Lara Resende e família, Roberto Muylaert e todos os amigos que torcem por mim. 


Pepe Campeão Americano de Mirim, há exatos 10 anos

Uma música: "We are the champions"
 
Uma mulher bonita: Fernanda Lima
 
Uma cor: Vermelho
 
Um livro: "Bernardinho transformando suor em ouro"

Um filme: "Seabiscuit"

Uma comida: Arroz, feijão, bife e batata frita.
 
Uma viagem ou lugar: Rio de Janeiro 
 
Uma frase: Ser um campeão não é superar o outro, mas conseguir realizar o seu talento no nível mais alto de sua existência


Pepe e Hault de ValPepe e Hault de Val

O Por Fora das Pistas agradece a entrevista exclusiva e torce para a realização de todos os sonhos desse jovem talento do hipismo brasileiro.







 
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