Juliana, campeã dentro e fora das pistas

Campeã brasileira de mini-mirins 2005, a pequenina pernambucana Júlia Guimarães Costa, 11, também é campeã no quesito simpatia. Por onde passa, Juju, sempre extrovertida e espirituosa, conquista corações com seu papo sincero e alegre.


A meiga e talentosa amazona
mini-mirim, Júlia Costa, a Juju

Sua grande paixão? O cavalo Danúbio, de 14 anos, com o qual, apenas 15 dias após a sua aquisição em 2004, levantou o título de vice-campeã brasileira de mini-mirins em Curitiba. E, no ano seguinte, em Salvador, veio a merecida faixa de campeã na categoria.

“Eu não troco o Danúbio por nenhum cavalo. Ele é o melhor cavalo do mundo: mansinho, carinhoso e quando chego na baia dele já sabe que sou eu”, conta Juju, que também coleciona diversos títulos e classificações em Pernambuco e no Circuito Norte/Nordeste.

Um ídolo? “Rodrigo Pessoa”, diz a jovem que pensa longe: “Quem sabe um dia eu vou para Europa, uma Olimpíada e ganho por lá. Quando entrei no hipismo, pensava que nem ia passar da Escolinha. Já fui pro Brasileiro e ganhei! Então vamos ver, se vou para um Sul-Americano ou Mundial.”

“A Júlia é uma simpatia, uma garota que todos gostam dela. Acho que sua maior qualidade é a sinceridade. E tem coisa que é difícil a gente ver nesse meio: ela quer um bom resultado, mas também torce pelos outros concorrentes”, garante seu professor no Caxangá Golf Country Club, em Recife, coronel Weldon Rodrigues Nogueira.

“Graças a Deus a Júlia vem obtendo bons resultados, sem perder a qualidade principal que é a humildade. Deus queira que ela consiga sempre ter sucesso tanto no esporte como em sua vida pessoal”, acrescenta o renomado mestre de diversas gerações de jovens feras nordestinas nas pistas de salto.

Convidada especial do cavaleiro top André Miranda em sua 4ª clínica, em final de janeiro, Juju esteve no Haras Salamandra em São Carlos (SP), onde concedeu entrevista ao PFDP.

PFDP. Quem te incentivou a começar no hipismo?

Júlia Guimarães Costa. Minha mãe montava, começou com 15 anos. Desde pequena eu gostava de cavalo e a minha mãe também queria que eu fizesse algum esporte. Além disso, meu avô também me incentivou muito. Aí, com nove anos, comecei, me interessei e fui embora!

PFDP. Você logo ganhou um cavalo?

Juju. Não. Acho que passei mais ou menos um ano e meio na Escolinha. Em abril de 2004, minha mãe decidiu comprar um cavalo e meu professor disse que tinha um muito bom aqui em São Paulo. Meu pai estava aqui e comprou. Foi quando o coronel Weldon começou a ser meu professor.

PFDP. Você treina todos os dias?

Juju.Eu treino mais ou menos de 3ª a domingo. Domingo às vezes eu falto. Mas, normalmente, trabalho meu cavalo todo dia e também monto outros.

PFDP. Você tem algum ídolo no hipismo?

Juju. O Rodrigo Pessoa. Quem sabe um dia eu vou pra Europa, uma Olimpíada e ganho por lá. Quando entrei no hipismo pensava que nem ia passar da Escolinha. Já fui pro Brasileiro e ganhei! Então vamos ver, se eu vou para um Sul-Americano ou Mundial.

PFDP. Ouvimos dizer que você não troca o Danúbio por nenhum cavalo do mundo. É verdade?

Juju. Não troco ele por nenhum cavalo do mundo. O Danúbio é o melhor cavalo do mundo: mansinho, carinhoso e quando eu chego na baia dele ele já sabe que sou eu.

Na pista ele também é bem mansinho, não faz nenhuma malandragem comigo não. Uma vez quando eu caí, foi em um treino sabe... Fiquei deitada, foi uma queda até meio feia. Aí ele parou, abaixou a cabeça, começou a me cheirar e a esfregar a minha cabeça.

PFDP. Você não troca o Danúbio nem pelo Baloubet?

Juju. Não. (pensativa...) Mas acho que, se daqui a uns anos, tiver um acordo assim de trocar, eu posso até ver. O Rodrigo Pessoa precisa ter uma baia bem grande para o Danúbio e eu vou visitá-lo a cada mês. Eles têm que ficar cuidando bem dele!

PFDP. Essa é sua primeira Clínica com o André Miranda. Você está gostando?

Juju. Como eu ganhei o Brasileiro, recebi um convite para a Clínica. Aí vim, é muito legal, gostei demais. Não quero mais sair daqui não! (rs...)

Eles corrigiram uns erros que você nunca sabe, consertam tudo! Tudo estava muito legal, as brincadeiras, todo mundo! A gente tem que agradecer muito o Adauto e a Flávia pela hospedagem. O haras também é muito bonito e organizado.

PFDP. Sem contar as aulas, qual foi a atividade que você mais gostou na Clínica?

Juju.  Brincar, farrear de madrugada, ficar conversando até as 3 horas da manhã. E também do Hopi Hari. Pulei do buggy jump, um dos melhores brinquedos lá, só faltou eu morrer! Fomos eu, a Thaís de Manaus e a Letícia de Pernambuco, caímos de 53 metros. Você chega lá em cima, passa aquele vento, não sei como tive coragem.


A diversão no buggy jump do Hopi Hari

PFDP. Além de montar, o que você mais gosta?

Juju. Adoro fazer um esporte de bola, basquete e futebol. Não pratico futebol, mas começo com basquete esse ano. Adoro jogar! Na escola quando tem os jogos internos eu participo de todos.

PFDP. O que você mais gosta de comer?

Juju. Acho que um spaguetti com molho de queijo e uma picanhazinha bem salgada.

PFDP. E como boa pernambucana, você gosta de forró?

Juju. Eu adoro um forró! Gosto daquela música “Coração”, agora esqueci de quem é... mas têm várias pessoas que cantam ela.

PFDP. Você ensinou uns passinhos de forró pro pessoal aqui na Clínica?

Juju. (rs...) Ensinei, ensinei..

PFDP. Você tem namorado?

Juju. (rápida) Não tenho namorado não... (rs..)

PFDP. Mas está procurando?

Juju. Não estou procurando não, por enquanto não! Se meu pai souber que tô procurando vai me matar... (rs...)

PFDP. Você gostaria de dedicar as suas conquistas a alguém ou fazer agradecimento?

Juju. Eu queria agradecer muito meu professor coronel Weldon, que me incentivou desde o começo. E também a meu avô, que faleceu vai fazer uns seis meses, e a minha mãe e meu pai também.


Júlia ao lado das amigas baianas, Narinha e Bruna